Justiça garante licença-maternidade de 180 dias a mãe não gestante em união homoafetiva

Justiça garante licença-maternidade de 180 dias a mãe não gestante em união homoafetiva

A 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo garantiu a uma policial militar o direito à licença-maternidade de 180 dias, mesmo não tendo sido ela quem gestou a filha do casal.

A criança nasceu após fertilização in vitro realizada pela companheira da autora, em união homoafetiva. A esposa, que é profissional autônoma, teve o pedido de licença-maternidade negado pelo INSS e precisou voltar ao trabalho. Com isso, a policial pediu o afastamento para cuidar da recém-nascida, mas o pedido havia sido negado em primeira instância.

Ao analisar o recurso, o Tribunal entendeu que havia urgência e fundamento suficiente para conceder a licença. Os desembargadores lembraram que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a mãe não gestante em união homoafetiva tem direito à licença-maternidade, especialmente quando a companheira não pôde usufruir do benefício.

Segundo o entendimento do STF, se a mãe que deu à luz não usar a licença, a outra mãe pode ter direito ao período integral. Caso contrário, o afastamento será pelo prazo equivalente ao da licença-paternidade.

Com base nessa orientação, o Tribunal reformou a decisão anterior e autorizou a policial a usufruir dos 180 dias de licença-maternidade para cuidar da filha.

2106421-09.2025.8.26.0000

Leia mais

Sem prova de tratamento indispensável, cancelamento de plano coletivo não admite reativação

Plano coletivo pode ser cancelado sem autorização do consumidor, decide Justiça do Amazonas. A rescisão unilateral de contrato coletivo de plano de saúde é válida...

Ser chamado de “burro” em conversa de WhatsApp não gera dano moral

A responsabilidade civil pressupõe a presença concomitante de conduta ilícita, dano e nexo causal, conforme previsto em lei. Segundo a sentença, no caso concreto,...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça mantém indenização à vítima de violência doméstica por perda de bebê

A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de...

Ex-vendedora será indenizada por críticas à aparência em loja de luxo

A Justiça do Trabalho condenou uma loja da capital a pagar indenização de R$ 3 mil por danos morais a...

Justiça do Paraná reduz pena de homem que ateou fogo na companheira

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná acolheu o pedido da defesa de José Rodrigo Bandura e mudou...

Sem prova de tratamento indispensável, cancelamento de plano coletivo não admite reativação

Plano coletivo pode ser cancelado sem autorização do consumidor, decide Justiça do Amazonas. A rescisão unilateral de contrato coletivo de...