STJ mantém condenação de réu que usou colete falso da Polícia Civil em roubo no Amazonas

STJ mantém condenação de réu que usou colete falso da Polícia Civil em roubo no Amazonas

No recurso especial, a defesa de Harison de Souza Alencar insistiu que não havia prova de sua participação ativa no crime e apelou ao princípio do in dubio pro reo. O argumento, porém, não convenceu o Superior Tribunal de Justiça. Para o relator, ministro Joel Ilan Paciornik, os depoimentos da vítima e dos policiais militares que efetuaram a prisão foram “coerentes, firmes e uníssonos”, bastando para sustentar a condenação.

O caso remonta a um episódio ocorrido em Manaus, quando um motorista de aplicativo foi surpreendido por quatro homens que se passaram por policiais civis, um deles usando colete balístico com o símbolo da corporação. Armados, obrigaram-no a deixar o veículo, colocaram dois passageiros no porta-malas e seguiram com a vítima no banco de trás. Entre ameaças e agressões, exigiram dinheiro e marcaram para o dia seguinte a entrega de R$ 2 mil.

A trama, contudo, não se completou: liberado em via pública, o motorista acionou uma viatura da PM, que interceptou o carro ainda em movimento. Os quatro foram presos em flagrante — entre eles, à época, o então motorista contratado da Polícia Civil, Harison de Souza.

Condenado no Tribunal de Justiça do Amazonas a 13 anos e 4 meses de reclusão pelos crimes de roubo majorado e extorsão majorada, Harison tentou reverter a decisão em Brasília. O STJ, no entanto, reafirmou a jurisprudência: em crimes patrimoniais, o depoimento da vítima possui especial valor probatório quando corroborado por testemunhas, e não cabe ao recurso especial rediscutir provas já apreciadas pelas instâncias ordinárias, à luz da Súmula 7 da Corte.

NÚMERO ÚNICO:0620389-39.2018.8.04.0001

Leia mais

CNJ dá aval condicionado para TJAM ampliar Corte de 26 para 34 desembargadores

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu parecer favorável, com condicionantes, ao projeto do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que prevê a criação...

Afastamento de juízes leva CNJ a determinar levantamento dos processos mais antigos em varas do Amazonas

O afastamento cautelar, por 120 dias, de três juízes do Amazonas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) produziu consequências imediatas sobre as varas até...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TSE debate combate a deepfake nas eleições

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reuniram nesta terça-feira (18) para discutir o combate à disseminação de...

TSE retoma condenação de vereador por violência política de gênero

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (18) restabelecer a condenação do vereador de Medina (MG) Ailson Batista...

CNJ dá aval condicionado para TJAM ampliar Corte de 26 para 34 desembargadores

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu parecer favorável, com condicionantes, ao projeto do Tribunal de Justiça do Amazonas...

Venda de veículo de frota gera responsabilidade da locadora pela transferência

A 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou a Localiza Rent...