Prêmio Patricia Acioli, promovido pela Amaerj relembra legado de Juíza assassinada no Rio

Prêmio Patricia Acioli, promovido pela Amaerj relembra legado de Juíza assassinada no Rio

Guilherme Calmon, presidente do TRF2, Rio, disse em solenidade de entrega do 13º Prêmio AMAERJ Patrícia Acioli de Direitos Humanos, que a cerimônia é uma tradição e tem muito simbolismo.

“Além de homenagear brasileiros que defendem a vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e o bem-estar, o prêmio é muito simbólico. Traduz valores que sempre estiveram presentes na atuação da juíza Patrícia Acioli. Destemida, não se intimidava em aplicar duras penas contra criminosos e policiais corruptos. Seu assassinato foi um duro golpe no Estado Democrático de Direito. E a coragem de Patrícia, um exemplo para todos nós, que temos a responsabilidade de defender seu legado”, ressaltou o magistrado durante premiação promovida pela AMAERJ, no Rio de Janeiro. 

Eunice Haddad, presidente da AMAERJ, destacou que a premiação incentiva a prática de ações inspiradores que fazem a diferença. “A partir da trágica morte de Patrícia, transformamos esse fato numa reflexão sobre os direitos humanos. Há 13 anos, a magistratura viveu nos seus dias mais tristes. Patrícia era uma magistrada corajosa que, em 18 anos, sempre defendeu a sociedade. Este é o seu legado, que sempre defenderemos”, disse a magistrada.

O 1º vice-presidente do TJRJ, desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, destacou que a exemplo de Patrícia Acioli nos dá esperança. “Temos que ter esperança de que surjam outros seres humanos como Patrícia, outras juízas e outros juízes comprometidos com a efetividade dos Direitos Humanos. Sem esperança, não se chega a lugar algum”.

Relembre:

Patrícia Acioli, juíza da Quarta Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada na noite de 11 de agosto de 2011, ao chegar em sua casa em Piratininga, Niterói. Conhecido por sua atuação rigorosa contra traficantes e policiais corruptos, Acioli já havia recebido diversas ameaças de morte. O crime foi executado por policiais militares descontentes com suas decisões judiciais, que puniam agentes envolvidos em homicídios e extorsões. Em 2014, o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira foi condenado a 36 anos de prisão por homicídio, bem como outros dez policiais. 

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