O cerco contra o ex-presidente, ainda não fechado, pode ter novos resultados

O cerco contra o ex-presidente, ainda não fechado, pode ter novos resultados

Com o entendimento da maioria da Corte Eleitoral de que Bolsonaro se apoderou das comemorações do bicentenário da Independência, comemorado em 2022, o TSE condenou pela segunda vez o ex-presidente. Enquanto essas condenações tornaram mais negativos para Bolsonaro os reflexos no campo eleitoral, a situação tende também a se complicar no campo penal. A polícia federal segue em investigações que podem tornar mais crítica a situação jurídica do ex-Presidente.

Fontes em Brasília acenam que os métodos rigorosos contra o ex-mandatário tendem a se fechar. No STF os Ministros têm, até então, adotado a posição de que, enquanto investigado, inclusive pelos atos de 8 de janeiro, a Bolsonaro deva ser assegurado o status de que deva aguardar livre da prisão esses procedimentos.  Se tem afastado essa possibilidde, entre outros motivos, porque há um temor de que um ato de prisão, nessas circunstâncias, poderia tumultuar o cenário nacional e aumentar o capital político de Bolsonaro.. O mais grave dos fatos apurados é o plano, ainda sob investigação, de que Bolsonaro, deveras, tentou impedir a posse do atual presidente Lula. 

Todo esse quadro, ao longo do tempo, possa estar acenando para alguns desfechos diversos, embora sem nenhum anúncio oficial.  A falsificação dos cartões de vacina, as joias da Arábia Saudita e, em especial, a arquitetura de um golpe de Estado envolvendo diretamente o ex-presidente, cujas investigações avançam, até então, mas estejam a indicar que haverá um resultado rápido, atraem contra Bolsonaro a formação de opiniões de que a pena desses crimes reúne, no mínimo, um dos pressupostos objetivos para o decreto de prisão preventiva. Tudo dependerá, logo de início, das conclusões da Polícia Federal, que pode dar respostas em prazo curto.  

 

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