Égua suplica por liberdade e advogado defende Habeas Corpus na Justiça do Rio de Janeiro

Égua suplica por liberdade e advogado defende Habeas Corpus na Justiça do Rio de Janeiro

Um Habeas Corpus foi impetrado ante a Segunda Vara do Rio de Janeiro em petição jurídica na qual o Paciente é uma égua identificada pelo nome de Fada, narrando ao magistrado que tem o direito à liberdade, mormente pela circunstância de que seja submetida a trabalhos forçados. A ação de Habeas Corpus é defendida pelo advogado paraibano Francisco Garcia, que leciona  Direito Animal na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A égua é a impetrante, paciente e a autora, simultaneamente, em petição que tem o amparo jurídico do causídico que firmou o procedimento levado a juízo. 

O animal, a égua, tem história narrada por sofrimento ao longo de toda a sua existência, sendo alvo de maus tratos e agressões, até ter sido resgatada pelo Centro de Zoonose  do Município Fluminense. Há relatos que duas entidades solicitaram o direito de ficar com o animal: O Santuário das Fadas e outra, uma clínica especializada em equinoterapia, esta última já teria a preferência do zoológico que tem a guarda da égua. 

Segundo o causídico, o animal teria sofrido durante toda a sua vida, agredido e escravizado, daí a razão de ter direito a libertar-se da escravatura a que foi submetido, não advindo razões para que suporte ainda trabalhar, nas mesmas condições, se for entregue à clínica acenada como preferente para ganhar a sua tutela. 

O objetivo é que o animal, primeiramente, ganhe o reconhecimento, na justiça, de que seja parte na ação, a fim de que, na qualidade de Paciente, se faça reconhecer que a autoridade coatora, o Centro de Zoonose, esteja a constranger o seu direito de ir e vir. Ainda não há um posicionamento da justiça. 

Leia mais

STF retoma julgamento de recurso sobre concurso de delegados realizado há 25 anos no Amazonas

Vinte e cinco anos depois da realização de um concurso da Polícia Civil do Amazonas, o Supremo Tribunal Federal voltou a analisar a disputa...

Ausência de registro da doação não basta para autorizar penhora de imóvel transferido anos antes

A inexistência de registro da escritura pública de doação na matrícula do imóvel, por si só, não autoriza a penhora do bem quando a...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Comissão de Constituição e Justiça pode votar hoje proposta que reduz maioridade penal para 16 anos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados pode discutir e votar, nesta...

Comissão aprova o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais

A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6x1 – seis dias de trabalho por...

Advogado é condenado por litigância de má-fé após apresentar julgados fictícios

erro.     A 1ª Vara Cível da Comarca de Mauá condenou um advogado por litigância de má-fé, fixando multa de 10%...

Homem é condenado por porte ilegal de arma após polícia encontrar pistola e munições em carro de luxo

A 11ª Vara Criminal da Comarca de Natal condenou um homem pelo crime de porte ilegal de arma de...