Militares entregarão hoje o documento referente à fiscalização das urnas eletrônicas

Militares entregarão hoje o documento referente à fiscalização das urnas eletrônicas

O Ministério da Defesa promete entregar, no dia de hoje, quarta-feira, o relatório de fiscalização do processo eleitoral e suas conclusões. As expectativas são grandes, tanto em relação ao grupo político que ganhou as eleições, quanto aos seus adversários que perderam a disputa, principalmente de bolsonaristas que enxergam uma oportunidade para a mudança de jogo. Bolsonaro já declarou que ‘brevemente teremos as consequências do que está acontecendo”, firmou ele na última segunda feira. 

Informações dão conta de que não há intenção do Ministério da Defesa em questionar o resultado das urnas. Entretanto, o documento poderá indicar ressalvas, à exemplo de que nenhum sistema informatizado está 100% blindado e precisa aprimorar-se. A informação poderá resultar em harmonia com as expectativas bolsonaristas de que não existe a total segurança indicada pelos que defendem as urnas, e  a onda de que ‘o quase zero não é zero’ tornar-se uma nova bandeira de ensaio contra o atual sistema de votação, o que poderá inflamar grupo de apoiadores do atual presidente. 

No dia de ontem, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, alimentou as especulações em torno do documento programado para ser apresentado no dia de hoje. Costa Neto disse que a legenda não quer contestar o resultado, mas Bolsonaro poderá fazê-lo. Claro, isso dependerá do teor desse documento. O que se sabe do documento, até então, é que foi elaborado dentro de um contexto de colaboração das Forças Armas para o aperfeiçoamento da segurança e da transparência do processo eleitoral. 

Até então, uma das metas dispostas pelos militares, no que concerne a essa  fiscalização e que consistiu em constatar se o resultado que a urna imprime no boletim é o mesmo que a Justiça Eleitoral envia para a totalização oficial dos votos, também já foi alvo de verificação do TCU. O TCU analisou boletins de 4.161 urnas nos dois turnos e nenhuma divergência foi encontrada. Ou seja, todos os votos que as urnas receberam e imprimiram nos boletins foram corretamente enviados para a totalização oficial do TSE.

 

 

 

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