INSS confunde morte de filha com a da mãe, corta aposentadoria e é condenado no Amazonas

INSS confunde morte de filha com a da mãe, corta aposentadoria e é condenado no Amazonas

A Justiça Federal condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar R$ 8 mil por danos morais a uma aposentada rural de 70 anos que teve o benefício suspenso depois de ser registrada, por engano, como morta.

A decisão é da 8ª Vara Federal de Juizado Especial Cível do Amazonas. A ação revelou que a autora recebia aposentadoria por idade rural quando os pagamentos foram interrompidos.

Segundo o processo, o sistema passou a indicar o CPF da segurada como pertencente a “titular falecido”, levando à suspensão do benefício previdenciário. O problema teria surgido após a morte de uma filha da aposentada.

A filha recebia benefício assistencial e tinha a mãe como representante legal perante o INSS. A Justiça concluiu que houve confusão cadastral e que o óbito da filha acabou sendo atribuído à mãe.

Durante o processo, o CPF da aposentada foi regularizado e o benefício voltou a ser pago. As parcelas referentes ao período de suspensão também foram quitadas. Para a Justiça, porém, o restabelecimento não afastou o dano causado pela interrupção de uma renda de natureza alimentar a uma pessoa idosa.

Na sentença, o juízo classificou o episódio como erro administrativo grave e considerou que a situação ultrapassou o mero aborrecimento. O INSS foi condenado ao pagamento de R$ 8 mil por danos morais, acrescidos de correção monetária e juros.  

Processo 1056058-67.2025.4.01.3200

Leia mais

Justiça considera abusivos cortes reiterados de energia mesmo com aviso prévio

Sentença afirma que comunicação antecipada não afasta responsabilidade quando interrupções sucessivas do serviço essencial causam prejuízos aos consumidores. A Justiça do Amazonas considerou abusivas interrupções...

Justiça condena Instagram por bloqueio de contas sem prova de violação às regras de uso

Em decisões sucessivas, plataforma foi obrigada a reativar perfis e pagar indenizações após não demonstrar quais normas teriam sido descumpridas pelos usuários. A Justiça do...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça considera abusivos cortes reiterados de energia mesmo com aviso prévio

Sentença afirma que comunicação antecipada não afasta responsabilidade quando interrupções sucessivas do serviço essencial causam prejuízos aos consumidores. A Justiça...

Justiça condena Instagram por bloqueio de contas sem prova de violação às regras de uso

Em decisões sucessivas, plataforma foi obrigada a reativar perfis e pagar indenizações após não demonstrar quais normas teriam sido...

INSS confunde morte de filha com a da mãe, corta aposentadoria e é condenado no Amazonas

A Justiça Federal condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar R$ 8 mil por danos morais...

Aposentado que votar nas eleições pode ter Prova de Vida feita automaticamente

Comparecimento às urnas integra os dados utilizados pelo INSS para comprovação de vida e pode dispensar beneficiário de novo...