Auxílio Moradia a residente médico é devido, mesmo não regulamentado,fixa decisão no Amazonas

Auxílio Moradia a residente médico é devido, mesmo não regulamentado,fixa decisão no Amazonas

A Justiça Federal no Amazonas julgou procedente uma ação movida por uma médica residente contra a Fundação Universidade do Amazonas (FUA), determinando o pagamento de indenização referente ao auxílio-moradia, previsto na Lei nº 6.932/1981, alterada pela Lei nº 12.514/2011.

A autora, médica matriculada no Programa de Residência Médica em Cardiologia no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), pleiteava a compensação por não ter recebido alojamento ou auxílio em pecúnia durante os dois anos de residência, entre março de 2021 e fevereiro de 2023.

A ação foi baseada no art. 4º da Lei nº 6.932/1981, que assegura aos médicos-residentes, além da bolsa de estudos, benefícios como alimentação e moradia. Embora a FUA tenha alegado que a regulamentação da norma é necessária para que o auxílio-moradia seja implementado, o entendimento do Juiz Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, da 8ª Vara SJAM, foi contrário a essa posição, seguindo precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

A sentença fundamentou que o STJ já decidiu que, mesmo sem regulamentação específica, o auxílio-moradia é devido, devendo ser convertido em pecúnia quando não fornecido in natura.

O magistrado reconheceu a ilegitimidade passiva do HUGV no processo, uma vez que o hospital é um órgão suplementar da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sem personalidade jurídica própria, conforme Resolução nº 005/2011 da UFAM. Dessa forma, a ação foi extinta em relação ao HUGV.

Quanto ao mérito, a Justiça Federal julgou procedente o pedido da médica e condenou a FUA a pagar indenização correspondente a 30% do valor da bolsa-residência, referente aos 24 meses da residência médica, acrescida de juros e correção monetária. A Ufam recorreu para a Turma Recursal Federal. O recurso está em trâmite para exame e tem como relator o Juiz Federal Marcelo Pires Soares. 

PROCESSO: 1031785-92.2023.4.01.3200

Leia mais

Cancelamento de passagem aérea garante reembolso integral, fixa Justiça do Amazonas

O direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor e no artigo 11 da Resolução nº 400/2016 da Agência...

TJAM vai decidir constitucionalidade de regra etária diferenciada em concurso da PM

O Tribunal de Justiça do Amazonas vai definir se é constitucional a regra que permite apenas aos praças da Polícia Militar prestar concurso para...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Cancelamento de passagem aérea garante reembolso integral, fixa Justiça do Amazonas

O direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor e no artigo 11 da...

Assembleia de condôminos, ao fixar vagas de estacionamento, bloqueia alterações unilaterais, fixa Justiça

Deliberações regularmente tomadas em assembleia condominial, especialmente quanto à destinação e ao uso de vagas de garagem, vinculam não...

TJAM vai decidir constitucionalidade de regra etária diferenciada em concurso da PM

O Tribunal de Justiça do Amazonas vai definir se é constitucional a regra que permite apenas aos praças da...

Sem interesse processual, ação contra licitação não pode prosseguir, fixa TJAM

O processo judicial só se justifica quando há utilidade e necessidade da tutela jurisdicional. Em matéria de licitações, isso...