O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial.
A decisão aconteceu no âmbito do inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado e o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O magistrado determinou ainda uma investigação sobre a rede de correntistas da empresa Alcazar Holdings, dona da conta que tinha o senador cadastrado como “usuário master” — condição que dá a ele o poder de gerenciar a conta.
Moraes pediu ainda o cancelamento dos passaportes do investigado e a suspensão de atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as suas empresas.
Informação Privilegiada
Na última semana, o Superior Tribunal de Justiça abriu apuração interna para averiguar o vazamento de minutas de votos de ministros e de pareceres do Ministério Público Federal ao advogado.
O servidor que seria o responsável pelo vazamento e que atua na área de informática do tribunal foi exonerado.
O vazamento de informações foi divulgado em reportagem do portal UOL. Willer Tomaz receberia informações adiantadas de votos dos ministros e posições do MPF e, com isso, definia a estratégia processual.
Segundo o UOL, o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares, é suspeito de vazar informações sigilosas e combinar o conteúdo de pareceres com Tomaz.
Assim como o advogado, Soares é próximo de Flávio, e chegou a ser cotado para o cargo de procurador-geral da República em 2019, no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Tomaz, por sua vez, pagou viagens de Flávio à Europa, segundo a Polícia Federal, e teria cedido um imóvel em São Paulo para a campanha do candidato em 2026, de acordo com a revista Piauí.
Ao UOL, o advogado negou categoricamente ter obtido esse tipo de acesso ou ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações do MPF.
Com informações do Conjur
