TJ-SC mantém multa para empresa que feriu lei e causou poluição visual em Criciúma

TJ-SC mantém multa para empresa que feriu lei e causou poluição visual em Criciúma

A 3ª Turma Recursal de Florianópolis negou recurso de uma empresa de transporte de passageiros por aplicativo que fixou diversos materiais publicitários em espaços públicos como postes, muros e placas no município de Criciúma, de modo irregular e contra lei municipal. A empresa recorreu da decisão de 1º grau que julgou improcedente o pedido de anulação do auto de infração por publicidade ilegal, e também alegou que o valor da multa fixada é desproporcional.

Segundo a decisão, é incontroversa a ilegalidade da publicidade divulgada pelo autor, uma vez que colou diversos materiais publicitários em espaços públicos em violação à Lei Municipal 6.822/2016. Quanto à ilegalidade do auto de infração, a recorrente alegou que não foi observado o prazo de 15 dias para a retirada da publicidade, sendo concedidos apenas três dias. Porém, conforme explicado na sentença da 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Criciúma, o prazo de 15 dias mencionado na legislação municipal somente se aplica aos casos de publicidade autorizada pelos órgãos competentes, para se adequar aos parâmetros da autorização. “Entretanto, no caso do autor, não houve autorização prévia do Município, tratando-se de publicidade abusiva, razão pela qual não há necessidade de observância do referido prazo.”

No tocante à legalidade da multa aplicada, a lei municipal prevê multa entre cinco e 50 UFMs nas condutas praticadas pelo autor. Desta forma, a multa aplicada de 50 UFMs (equivalente a R$ 7.516,50) está dentro da margem legal, não havendo justificativa para intervenção judicial no mérito administrativo. O acórdão ainda destaca que “a publicidade abusiva veiculada pelo autor teve relevante repercussão negativa, com publicação de matérias jornalísticas na mídia local, denúncias anônimas e necessidade de ampla atuação do Município para promover a retirada do material, o que justifica a aplicação da multa no patamar máximo”.

A sessão foi presidida pelo juiz Antonio Augusto Baggio e Ubaldo, relator do recurso, e dela também participaram a juíza Adriana Mendes Bertoncini e o juiz Reny Baptista Neto. A decisão foi unânime. Ainda cabe recurso da decisão. Com informações do TJSC

(Autos n. 5009625-98.2022.8.24.0020).

Leia mais

TRE/AM: Origem lícita do dinheiro não afasta multa por doação eleitoral acima do limite

A origem lícita dos recursos utilizados em uma doação eleitoral não afasta a aplicação de sanção quando o valor supera o limite previsto em...

Ser barrado na catraca da academia por débito inexistente é vexatório e indenizável

A Live Academia foi condenada a devolver em dobro valor cobrado indevidamente e a pagar R$ 6 mil por danos morais após impedir reiteradamente...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Comissão aprova preferência no Prouni a candidatos afastados do convívio familiar

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5955/13,...

Porteira que simulou ter sofrido assédio sexual é condenada por litigância de má-fé

A 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) condenou por litigância de má-fé uma porteira...

Justiça Federal do Rio de Janeiro condena ex-agente da ditadura militar por crimes na “Casa da Morte”

A 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro (RJ) condenou um ex-militar, conhecido como "Camarão”, por crimes de...

Homem é condenado a 18 anos de prisão por matar companheira com 28 facadas

O Tribunal do Júri de Santo Antônio do Descoberto (GO), presidido pela juíza Isabella Luíza Alonso Bittencourt, condenou Eliezer...