PGR pede ao Supremo prioridade no julgamento de proteção de menores em exploração sexual

PGR pede ao Supremo prioridade no julgamento de proteção de menores em exploração sexual

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão em pauta, com a maior brevidade possível, de recurso extraordinário para fins de reconhecimento da repercussão geral da discussão referente à exigência da habitualidade para a caracterização do tipo penal que trata da submissão de criança e adolescente à prostituição ou exploração sexual, conforme previsto no art. 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Na manifestação, o procurador-geral da República, Augusto Aras, reafirma a tese de que é dispensável o requisito da habitualidade para a caracterização do tipo penal de exploração sexual de crianças e adolescentes, à luz do princípio da proteção integral, da Constituição Federal e dos tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil. O PGR ressalta que é evidente a natureza constitucional da discussão, tendo em vista a violação do art. 227 da Carta da República, que assegura a proteção da família e do Estado, “com absoluta prioridade”, a jovens, adolescentes e crianças.

Os dados apresentados na manifestação ressaltam a posição do Brasil como o segundo país com mais casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, com cerca de 500 mil vítimas (destas, 75% meninas e negras). No entender de Augusto Aras, esses dados justificam a necessidade de se conferir resposta jurídica eficaz e prioritária à exploração sexual, visando a resguardar o melhor interesse da criança e do adolescente, dada a sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, com o fim de assegurar o princípio da proteção integral.

O caso que originou a discussão ocorreu no Paraná. Um homem condenado por exploração sexual de adolescente teve a ordem de habeas corpus concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao argumento de que era um “cliente ocasional”, apoiado justamente na tese atacada pelo MPF da falta do requisito da habituabilidade.

 

Com informações do MPF

Leia mais

Justiça valida justa causa de professor após denúncias de assédio sexual em universidade de Manaus

Um professor do curso de direito do Centro Universitário Esbam, em Manaus, demitido por justa causa em 2024 após denúncias de assédio sexual feitas...

DPE empossa duas novas defensoras públicas para atuação no interior do Amazonas

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) empossou, nessa segunda-feira (15), duas novas defensoras públicas para reforçar o atendimento jurídico à população do...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça valida justa causa de professor após denúncias de assédio sexual em universidade de Manaus

Um professor do curso de direito do Centro Universitário Esbam, em Manaus, demitido por justa causa em 2024 após...

DPE empossa duas novas defensoras públicas para atuação no interior do Amazonas

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) empossou, nessa segunda-feira (15), duas novas defensoras públicas para reforçar o...

Justiça condena comerciante a indenizar entregador agredido durante retirada de pedido

Um entregador por aplicativo deverá ser indenizado em R$ 5 mil por danos morais após ser agredido com uma...

Justiça mantém indenização a filha vítima de violência psicológica praticada pelo pai

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a condenação de um homem...