OAB defende competência da Justiça do Trabalho em audiência no STF sobre pejotização

OAB defende competência da Justiça do Trabalho em audiência no STF sobre pejotização

O Conselho Federal da OAB participou, nessa segunda-feira (6/10), de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a legalidade da contratação de trabalhadores como autônomos ou por meio de pessoa jurídica — a chamada pejotização. O debate integra o Recurso Extraordinário com Agravo (ARE 1.532.603), com repercussão geral reconhecida (Tema 1.389), sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, destacou que a entidade defende a competência constitucional da Justiça do Trabalho para julgar casos que discutem a existência ou não de vínculo de emprego. “Nenhum outro ramo do Judiciário dispõe, de maneira tão sistemática, do instrumental e da sensibilidade necessários para proceder essa verificação”, afirmou.

Ela ressaltou que excluir a Justiça do Trabalho desses litígios poderia gerar “perda de arrecadação previdenciária e tributária, concorrência desleal e enfraquecimento das representações coletivas”. Por outro lado, o reconhecimento da competência trabalhista “traz previsibilidade jurídica para as empresas que atuam de boa fé e proteção efetiva para os trabalhadores vulneráveis”.

Segundo Rose Morais, a OAB atua de forma técnica e plural, representando tanto empregadores quanto empregados. “Nosso compromisso é com a justiça social e com a boa aplicação das leis, assegurando decisões baseadas em fatos e provas, e não em formalismos”, pontuou.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que o julgamento permitirá uma análise aprofundada sobre os efeitos econômicos e sociais dos novos modelos de trabalho, que envolvem milhões de profissionais no país.

Leia mais

TRE/AM: Origem lícita do dinheiro não afasta multa por doação eleitoral acima do limite

A origem lícita dos recursos utilizados em uma doação eleitoral não afasta a aplicação de sanção quando o valor supera o limite previsto em...

Ser barrado na catraca da academia por débito inexistente é vexatório e indenizável

A Live Academia foi condenada a devolver em dobro valor cobrado indevidamente e a pagar R$ 6 mil por danos morais após impedir reiteradamente...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Comissão aprova capacitação em saúde mental no SUS

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a obrigação de capacitação permanente...

Plataforma de jogos online é condenada a indenizar apostadora em R$ 9 mil após cancelar apostas vencedoras

Os juízes da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Norte votaram por manter uma sentença...

Comissão aprova regras para troca entre medicamentos biológicos e biossimilares

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou proposta que autoriza a troca entre medicamentos biológicos e biossimilares...

Trabalhadora com estabilidade por gravidez tem justa causa por atestado médico adulterado

Vara do Trabalho de Assu manteve a dispensa por justa causa de uma vendedora grávida que atuava em uma...