Juiz baiano que defendeu vagas apenas para estagiários LGBT+ é alvo de processo disciplinar

Juiz baiano que defendeu vagas apenas para estagiários LGBT+ é alvo de processo disciplinar

O Tribunal de Justiça da Bahia determinou a abertura de um procedimento disciplinar para apurar as circunstâncias nas quais o Juiz Mario Soares Caymmi Gomes, do TJBA, mandou publicar um Edital para estágio em seu gabinete, com previsão de três vagas exclusivas para pessoas LGBT+. Pode haver punição. 

Entre os motivos que o TJBA usa para justificar a abertura da Reclamação Disciplinar  se registra que o magistrado foi além dos limites da liberdade de expressão contra o veto da iniciativa que foi considerada discriminatória, no anverso da posição do juiz que acusou o tribunal baiano de ser preconceituoso ao anular o edital. 

O Juiz é homossexual tem como bandeira a defesa dos direitos da população LGBT+. Sua atuação, no Judiciário, teve maior proatividade a partir de dezembro de 2020, ano no qual, por sua iniciativa, o tribunal criou uma comissão para a promoção de igualdade e políticas afirmativas em questões de gênero e orientação sexual. 

O Tribunal Baiano, às claras disse que a instituição foi vilipendiada. O Juiz discorda, e afirma que se cuida de um caso de LGBTFobia Institucional. O processo tramita, à depender, de então, da resposta à acusação pelo juiz, que se antecipou e firmou à imprensa que o TJBA é preconceituoso.

Mario Gomes, no edital cassado, havia priorizado a contratação de transgêneros e travestis, ou pessoas declaradamente gays e lésbicas, de preferência negras. O TJBA anulou o ato de Gomes, que ainda previu, expressamente,  uma seleção na qual pessoas heterossexuais não seriam contratadas. 

Leia mais

STJ: fundada suspeita de tráfico não decorre apenas da fuga após perseguição policial

A fuga de um suspeito ao perceber a aproximação da polícia, por si só, não basta para justificar uma busca pessoal nem para caracterizar...

Sem vistoria interna, avaliação de imóvel por comparação é legítima para retomada por atraso

Sem acesso ao imóvel, avaliação por comparação é válida e consolidação é mantida pela Justiça em processos que discutem a retomada do bem por...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Empresa de call center é condenada por não coibir atos obscenos no local de trabalho

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação da AEC Centro de Contatos S.A. ao...

Dono de clínica de reabilitação é condenado por ministrar tarja-preta sem receita

Um homem responsável por um centro de apoio a dependentes químicos foi condenado pela 2ª Vara Criminal da comarca...

Justiça invalida confissão de dívida obtida por coação e condena empresa de cobrança

A 1ª Vara Cível da comarca de Penha declarou nula a confissão de dívida assinada por um consumidor sob...

Empresa é condenada por acionar trabalhadora durante licença médica

Os julgadores da Quarta Turma do TRT-MG mantiveram a condenação de uma empresa de apoio à educação ao pagamento...