DF deve indenizar mãe e filha por lesão causada em parto em hospital público

DF deve indenizar mãe e filha por lesão causada em parto em hospital público

A 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação do Distrito Federal a indenizar uma criança e sua mãe após falha na condução do parto que resultou em lesão no braço da recém-nascida. O colegiado entendeu que houve erro na escolha da via de parto, o que levou à lesão do plexo braquial, e manteve as indenizações fixadas em R$ 30 mil para a criança e R$ 10 mil para a mãe, a título de danos morais, além de R$ 12 mil por danos estéticos.

De acordo com o processo, a criança nasceu por parto normal e foi identificada como bebê grande para a idade gestacional (macrossomia). Após o nascimento, foi constatada lesão no membro superior direito, associada a complicações no parto, como a distócia de ombro. A perícia apontou que a escolha pela parto vaginal aumentou o risco de ocorrência da lesão.

As autoras pediram indenização por danos morais, estéticos e pensão vitalícia, sob o argumento de que houve falha médica. O Distrito Federal, por sua vez, sustentou que não houve erro no atendimento e que a situação decorreria de complicações imprevisíveis do parto.

Ao analisar o caso, a Turma concluiu que ficou comprovado o nexo entre a conduta médica e o dano sofrido. Segundo o relator, havia fatores de risco conhecidos, como o tamanho do bebê, que indicavam a necessidade de avaliação mais cuidadosa da via de parto. Para o colegiado, a escolha inadequada reduziu as chances de um resultado melhor, caracterizando falha no serviço e aplicando-se a teoria da perda de uma chance.

Assim, foram mantidas as indenizações fixadas na sentença. A Turma também afastou o pagamento de pensão vitalícia, por falta de comprovação de incapacidade futura, e ajustou a distribuição das custas processuais entre as partes.

A decisão foi unânime.

O processo trâmita em segredo de justiça.

Com informações do TJ-DFT

Leia mais

STJ decidirá se descendente gerado após a morte de quem deixou a herança pode ser herdeiro no Brasil

A disputa começou quando um descendente gerado por reprodução assistida após a morte da pessoa que deixou a herança tentou permanecer no inventário como...

HC não conhecido: Poder de chefia na prática agrava pena de estupro mesmo sem hierarquia formal

Segundo o ministro Carlos Pires Brandão, relator do caso, as instâncias anteriores reconheceram que o acusado exercia efetiva ascendência funcional sobre a vítima e...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Fux suspende decisão de Dino que restabelecia posts de Nossa Senhora

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino, também do STF,...

Justiça afasta prescrição intercorrente ao reconhecer atuação do credor na execução trabalhista

A 8ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região afastou a ocorrência de prescrição intercorrente em uma...

Plano de saúde deve ressarcir paciente por cirurgia de urgência no olho

Um paciente de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que corria o risco de perder a visão e...

Sequestro relâmpago não afasta responsabilidade de banco por transações atípicas

A validação de operações suspeitas, atípicas e alheias ao perfil do correntista mostra a falha na prestação de serviço...