Banco do Brasil é condenado a indenizar servidora por falha na gestão de conta do PASEP

Banco do Brasil é condenado a indenizar servidora por falha na gestão de conta do PASEP

Servidora pública ajuíza ação de indenização pleiteando diferenças de saldo e reparação por danos morais, alegando má administração dos depósitos vinculados  PASEP. Perícia contábil comprova inconsistências e apura crédito em favor da autora no valor de R$ 2.959,12. Sentença do Juiz Cid da Veiga Soares Júnior, reconhece a falha do Banco do Brasil,  condenando-o ao pagamento da diferença e à indenização moral de R$ 5 mil.

Sentença da 1a. Vara Cível de Manaus definiu pela  procedência de ação ajuizada por  funcionária pública contra o Banco do Brasil S/A, reconhecendo falha na administração de sua conta vinculada ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). A decisão, assinada pelo juiz Cid da Veiga Soares Júnior, condenou a instituição financeira ao pagamento de R$ 2.959,12 a título de diferenças de saldo, além de R$ 5 mil por danos morais.

Caso em exame

A autora alegou que, ao tentar acessar valores devidos a título de PASEP, constatou divergências nos depósitos e pediu indenização por danos materiais e morais. O banco sustentou em contestação que não havia saldo remanescente, defendendo a regularidade dos resgates já efetuados.

Foi realizada perícia contábil, cujo laudo apontou diferença de quase R$ 3 mil em favor da autora, decorrente de falha na atualização dos valores.

Questão em discussão

O ponto central da demanda consistiu em definir se o Banco do Brasil, na condição de depositário dos valores do PASEP, teria responsabilidade civil por má gestão dos depósitos individuais, inclusive quanto à correção monetária e aplicação dos índices previstos em lei.

O juiz afastou a incidência do Código de Defesa do Consumidor, ressaltando que o banco atua como mero gestor operacional do fundo, mas reconheceu que cabia à autora comprovar eventual falha na administração.

Razões de decidir

O magistrado destacou que o laudo pericial foi categórico em apontar diferença a favor da servidora, concluindo que houve falha na gestão dos recursos: “O requerente possui um saldo credor atualizado pelo índice INPC. O valor apurado corresponde a R$ 2.959,12, valor que lhe é devido e reflete a justa recomposição de seu crédito.”

Além disso, entendeu que a má administração ultrapassou o mero aborrecimento, justificando a indenização moral. Para fixar o quantum reparatório, citou precedentes  que em caso semelhante condenou o banco por falha na condução do PASEP.

Dispositivo e tese

Com base no art. 487, I, do CPC, a sentença condenou o Banco do Brasil a pagar R$ 2.959,12, corrigidos pelo IPCA desde o laudo pericial e com juros SELIC a partir da citação; fixou indenização por dano moral em R$ 5.000,00, com correção monetária a partir do arbitramento e juros legais desde a citação; Impôs custas e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da condenação.

Autos nº: 0453040-98.2024.8.04.0001

Leia mais

Projeto Potássio Autazes avança entre decisões e recursos em diferentes frentes judiciais

A disputa judicial envolvendo o Projeto Potássio Autazes permanece longe de uma definição definitiva e hoje se desenvolve em diferentes frentes na Justiça Federal. Enquanto...

Habeas corpus não corrige erro alegado na detração sem prova mínima da falha no cálculo

A alegação de erro no cálculo da pena não dispensa a demonstração documental da ilegalidade apontada. Com esse entendimento, a Segunda Turma do Supremo Tribunal...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Planalto atualiza regras da internet e cria medidas de proteção a vítimas de violência digital

O Governo do Brasil publicou, em edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (21), dois decretos assinados pelo...

Projeto Potássio Autazes avança entre decisões e recursos em diferentes frentes judiciais

A disputa judicial envolvendo o Projeto Potássio Autazes permanece longe de uma definição definitiva e hoje se desenvolve em...

Prisão por falsa denúncia de furto de carro gera indenização

O 4º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Privado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve decisão...

Justiça determina restituição de R$ 25 mil a consumidores por produtos não entregues

A Justiça estadual determinou que duas empresas do setor de revestimentos restituam R$ 25 mil a consumidores que compraram...