Padrasto condenado por abuso contra enteada indenizará vítima e sua mãe em R$ 80 mil

Padrasto condenado por abuso contra enteada indenizará vítima e sua mãe em R$ 80 mil

A 2ª Vara Cível da comarca de Joinville/SC condenou o espólio de um homem ao pagamento de indenização por danos morais em razão de abuso sexual praticado contra a enteada. A decisão reconheceu o direito à reparação da vítima e também da mãe da jovem pelos prejuízos emocionais decorrentes dos fatos. Na esfera criminal, o agressor já havia sido condenado.

Conforme os autos, os abusos ocorreram durante cerca de quatro anos, quando a vítima ainda era criança e o agressor convivia com a família na condição de padrasto. Sem apresentar defesa, o réu morreu no curso do processo, e o espólio passou a responder pela ação.

Ao analisar o caso, a magistrada ressaltou que a condenação criminal tornou incontestáveis a autoria e a materialidade dos crimes. Coube à Justiça, explicou, apenas avaliar a extensão dos danos sofridos pelas vítimas. Em relação à jovem, a sentença destacou as graves consequências psicológicas decorrentes dos abusos, cujos efeitos persistiram até a vida adulta. A juíza também reconheceu que a mãe da adolescente sofreu abalo moral reflexo ao descobrir os abusos cometidos contra a filha por pessoa em quem depositava confiança.

Na decisão, a magistrada observou ainda que os R$ 50 mil requeridos pela vítima, a título de danos morais, representavam valor conservador diante da gravidade das condutas apuradas, que envolveram abusos reiterados, ameaças e sequelas psicológicas duradouras.

Ao julgar o pedido procedente, a juíza condenou o espólio ao pagamento dos R$ 50 mil requeridos pela jovem, além de fixar indenização de R$ 30 mil para sua mãe pelos danos morais reflexos. Os valores deverão ser pagos segundo os limites do patrimônio deixado pelo condenado.

Com informações do TJ-SC

Leia mais

Justiça manda banco cessar cobrança antecipada de parcelas sem justa causa e restabelecer parcelamento

A Justiça do Amazonas determinou que o Banco Bradesco cesse a cobrança antecipada, considerada sem justa causa, das parcelas de um acordo de renegociação...

Decisão que apenas reafirma ato anterior não reabre prazo de recurso

A controvérsia sobre a apreensão do veículo já havia sido decidida anteriormente, sem que a parte interpusesse, de imediato, o recurso cabível contra a...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça manda banco cessar cobrança antecipada de parcelas sem justa causa e restabelecer parcelamento

A Justiça do Amazonas determinou que o Banco Bradesco cesse a cobrança antecipada, considerada sem justa causa, das parcelas...

Decisão que apenas reafirma ato anterior não reabre prazo de recurso

A controvérsia sobre a apreensão do veículo já havia sido decidida anteriormente, sem que a parte interpusesse, de imediato,...

Exame capaz de detectar o câncer vira centro de disputa judicial no Amazonas

Um dos exames mais avançados da medicina moderna para diagnóstico e acompanhamento do câncer tornou-se o centro de uma...

Justiça anula justa causa de bancária que competiu em fisiculturismo durante licença

Uma bancária do Banco Santander, de Itabuna, que estava afastada do trabalho para tratamento de transtornos de ansiedade, com...