Com apoio da PGE-AM, TJAM realiza mutirão para solucionar demandas de servidores da Saúde

Com apoio da PGE-AM, TJAM realiza mutirão para solucionar demandas de servidores da Saúde

Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), deram início, na manhã desta segunda-feira (11/5), ao primeiro mutirão de 2026 com servidores do Sistema Estadual de Saúde. A ação acontece por meio do Núcleo de Cooperação Judiciária do TJAM (NCJ/TJAM), em parceria com a Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas (PGE/AM), por meio da 1.ª Câmara de Prevenção e Resolução Administrativa de Conflitos (CPRAC/PGE/AM).

A mobilização, que terá mais duas rodadas nesta semana –  na quarta-feira (13) e sexta-feira (15) -, acontece no auditório do Fórum Cível Desembargadora Euza Naice de Vasconcellos, com perspectiva de atender, nos três dias, quase 700 servidores da Saúde do Amazonas, incluindo aposentados.

A pauta de audiências abrange pagamentos retroativos dos reajustes salariais nos percentuais de 6,5% e 7,5%, previstos na Lei Estadual n.º 4.852/2019. A estimativa é de pagamento dos acordos em torno de R$ 3,5 milhões e de redução da dívida pública em mais de R$ 4 milhões, em comparação a um cenário de judicialização.

Os acordos firmados serão distribuídos entre as 1.ª, 2.ª ou 3.ª Varas dos Juizados Especiais da Fazenda Pública Estadual e Municipal, para serem homologados pelos respectivos magistrados: juiz Antônio Itamar de Sousa Gonzaga (1.ª Vara); juíza Anagali Marcon Bertazzo (2.ª Vara); e juiz Gonçalo Brandão de Sousa (que atualmente responde pela 3.ª Vara).

A equipe da 1.ª CPRAC da PGE/AM é integrada pela procuradora-coordenadora Janaína Fantasia Pantoja de Matos; pelos procuradores auxiliares Helga Costa Mendonça Rezende e Roger Vitório Oliveira Sousa; além de cerca de 20 servidores e estagiários da PGE/AM.

A colaboração é viabilizada por meio de Termo de Cooperação Técnica firmado entre o TJAM e a PGE/AM, com apoio do Núcleo de Cooperação Judiciária.

A juíza Anagali Marcon Bertazzo, titular da 2.ª Vara do Juizado Especial da Fazenda Pública Estadual e Municipal de Manaus e coordenadora do Núcleo de Cooperação Judiciária do TJAM (NCJ/TJAM), explicou que o termo de cooperação firmado em 2023 entre o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE/AM), a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar permitiu a realização de mutirões de audiências voltados inicialmente às demandas dos servidores da Segurança Pública. Segundo ela, em 2026, o projeto foi ampliado para alcançar também outras secretarias estaduais, como a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), com o objetivo de estimular soluções consensuais e evitar a judicialização de demandas envolvendo servidores públicos.

“Existe essa forma autocompositiva, que é uma forma que o Estado tem hoje de acesso à Justiça com mais rapidez. O que um processo judicial poderia demorar de seis meses a um ano, possivelmente se consegue resolver em 90 dias”, afirmou a magistrada.

De acordo com a procuradora Janaína de Matos, a cooperação técnica com o Tribunal para esses acordos é essencial. “Primeiro porque garante a possibilidade de realizarmos um mutirão dessa monta, resolvendo o problema de cerca de 700 pessoas concomitantemente, além de garantir também o diálogo interseccional entre a Procuradoria e o TJAM, garantindo que direitos sejam concretizados entre os servidores estaduais. Então, é essencial até para a própria credibilidade do acordo garantir que ele seja efetivado”, disse a procuradora.

Impacto positivo

A juíza Anagali ressaltou ainda que, além de reduzir o número de processos, a iniciativa traz impacto direto na vida dos servidores da Saúde.

“O mais importante aqui não é só a questão processual, mas a satisfação daquela pessoa que sabe que vai ter um prazo para receber aquilo que lhe é devido. Isso traz tranquilidade, permite planejamento e resolve um problema que muitas vezes gera sofrimento e incerteza”, declarou.

A servidora Milene Bonates está aposentada há sete anos e aprovou a mobilização. “Eu fiquei sabendo dessa ação pelos colegas, peguei meus documentos e fui dar entrada na PGE. É um direito nosso de receber”.

Mutirões em 2025

No ano passado foram realizados dois mutirões: de 18 a 22 de agosto e entre 4 e 7 de novembro, este último integrado à 20.ª Semana Nacional da Conciliação.

Os eventos resultaram em 847 acordos homologados, com uma taxa de sucesso de 98%. As ações tratavam de conflitos relacionados a pagamentos retroativos, como reajustes salariais de 6,5% e 7,5% previstos na Lei Estadual n.º 4.852/2019, e negociaram R$ 4.674.040,87, proporcionando redução direta de R$ 1.864.779,70 na dívida pública estadual. Ao todo, 1.044 partes foram convocadas para as audiências, das quais 863 compareceram, resultando nos acordos firmados entre as partes.

 

Fonte: TJAM

Leia mais

Risco de desabamento: Justiça mantém 11 imóveis interditados no bairro Aparecida, em Manaus

Sentença da Vara Especializada do Meio Ambiente da Comarca de Manaus confirmou liminar deferida anteriormente e determinou como mantida a desocupação e a interdição...

Homem é condenado a mais de 20 anos por matar a mãe e tentar matar a avó em Manaus

Em julgamento realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, na última quarta-feira (19/8), um homem foi condenado a 20...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Risco de desabamento: Justiça mantém 11 imóveis interditados no bairro Aparecida, em Manaus

Sentença da Vara Especializada do Meio Ambiente da Comarca de Manaus confirmou liminar deferida anteriormente e determinou como mantida...

Homem é condenado a mais de 20 anos por matar a mãe e tentar matar a avó em Manaus

Em julgamento realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, na última quarta-feira (19/8), um...

Uso do cartão pelo cliente com prova do contrato pelo Banco validam o negócio

A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu que o uso do cartão de crédito...

Mesmo vendido na agência, consórcio não gera responsabilidade automática do Banco

A comercialização de um consórcio em uma agência da Caixa Econômica Federal, por si só, não torna o banco...