Trump cria lista de países e fixa que americanos não serão moeda de troca em detenções injustas

Trump cria lista de países e fixa que americanos não serão moeda de troca em detenções injustas

Ela une o caráter normativo (a criação da lista) com a mensagem política central (recusa em aceitar cidadãos como instrumento de barganha).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nessa sexta-feira (5) decreto que institui uma nova categoria na política externa norte-americana: a de “patrocinadores de detenções injustas”. A medida prevê sanções econômicas, restrições de exportação e até a proibição de entrada em solo americano para autoridades de governos acusados de prender cidadãos dos EUA com motivações políticas ou como moeda de troca em negociações diplomáticas.

Segundo o texto, caberá ao Departamento de Estado identificar os casos em que a prisão de um americano no exterior não tenha fundamento jurídico legítimo, mas sim finalidade de barganha. O decreto também autoriza a imposição de limites a viagens de cidadãos norte-americanos para países enquadrados nessa categoria, em modelo semelhante ao já aplicado à Coreia do Norte.

Em pronunciamento no Salão Oval, o assessor presidencial Sebastian Gorka destacou que a iniciativa busca marcar uma linha clara: “os cidadãos americanos não serão usados como moeda de troca”. O governo ressalta que, desde o início do mandato de Trump, 72 cidadãos foram libertados em negociações internacionais, número frequentemente destacado pelo presidente em discursos.

A proteção de cidadãos detidos no exterior tem sido tratada como prioridade em Washington. O procedimento começa com o acompanhamento consular, seguido de análise sobre eventual caráter político da prisão. Em governos anteriores também houve avanços: sob a Presidência de Joe Biden, por exemplo, os Estados Unidos conseguiram a libertação de todos os cidadãos que consideravam injustamente detidos na China, episódio associado a flexibilizações nas restrições de viagem ao país asiático.

A nova classificação se soma ao arsenal diplomático norte-americano já existente para países acusados de patrocinar o terrorismo, mas com foco específico na proteção de seus cidadãos diante do que considera arbitrariedades jurídicas em contextos internacionais.

Leia mais

Estelionato cometido sob regra penal mais benéfica impõe ultratividade da lei, decide Justiça

A Justiça do Amazonas extinguiu a punibilidade de dois acusados de estelionato ao reconhecer que a regra revogada do art. 171, §5º, do Código...

Deficiência auditiva unilateral garante redução de IPVA e anotação em CNH no Amazonas

A Justiça do Amazonas reconheceu o direito de um motorista com deficiência auditiva unilateral à anotação da condição em sua Carteira Nacional de Habilitação...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

CNMP aprova medida para reforçar atuação do MP contra violência política de gênero

O Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovou, por unanimidade, nessa terça-feira, 12 de maio, durante a...

Justiça proíbe condomínio de barrar uso de elevador por dentista e pacientes com mobilidade reduzida

A 2ª Vara do Juizado Especial Cível Central, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que condomínio...

Laboratório deve indenizar família por erro em exame de bebê

O erro no diagnóstico de um exame de sangue provocou a internação de um recém-nascido e a realização de...

Jovem deve cumprir medida socioeducativa por maus-tratos contra cavalo

Um adolescente deve cumprir medida socioeducativa de semiliberdade por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos contra um cavalo. Sem alimentação,...