Neoenergia é condenada por suspensão irregular do fornecimento de energia

Neoenergia é condenada por suspensão irregular do fornecimento de energia

A juíza do 2º Juizado Especial Cível de Águas Claras condenou a Neoenergia Brasília a indenizar uma consumidora que ficou 42h sem energia elétrica. A magistrada concluiu que a interrupção foi realizada de forma irregular, o que configura falha na prestação do serviço.

Narra a autora que o fornecimento de energia elétrica da casa onde mora foi interrompido de forma unilateral e sem aviso prévio no dia 10 de dezembro. Conta que, ao questionar o motivo da interrupção, foi informada sobre a existência de uma suposta fatura em aberto referente ao mês de setembro de 2021, no valor de R$ 61,16. Diz que, mesmo sem reconhecer o débito, efetuou o pagamento para viabilizar a religação do serviço. De acordo com a autora, a energia elétrica foi restabelecida em 12 de dezembro de 2024. Informa que, no período de 42h sem o serviço, perdeu alimentos e medicamentos. Pede para ser indenizada pelos danos sofridos.

Em sua defesa, a Neoenergia afirma que a autora não provou que a residência ficou sem energia elétrica. A ré defende que não houve suspensão do serviço.

Ao julgar, a magistrada observou que os documentos do processo mostram que o fornecimento de energia elétrica da casa da autora foi suspenso por cerca de 42h. No caso, segundo a julgadora, a interrupção ocorreu de forma “irregular, sem aviso prévio adequado, o que configura falha na prestação do serviço”.

“É de conhecimento notório que o serviço de fornecimento de energia elétrica é essencial e não pode ser interrompido sem prévia notificação formal do consumidor, sob pena de violação aos princípios da continuidade do serviço público e da dignidade da pessoa humana”, explicou.

A magistrada pontuou que ficou configurado o dano moral, “haja vista o transtorno e o sofrimento suportados pela parte autora, que se viu privada de serviço essencial à vida cotidiana e à saúde de seu esposo, consumidor hipervulnerável por necessitar de medicamento de conservação específica”.

Dessa forma, a Neoenergia foi condenada a pagar a quantia de R$ 3 mil a título de danos morais.

Cabe recurso da sentença.

Processo: 0700196-23.2025.8.07.0020

Com informações do TJ-DFT

Leia mais

Pensão por morte pode retroagir ao óbito mesmo com pedido fora do prazo legal, decide TRF1

Sob relatoria da juíza federal convocada Jaqueline Conesuque Gurgel do Amaral, colegiado considerou que a demora da mãe não poderia prejudicar os direitos dos...

PGE-AM recebe currículos para estágio administrativo até sexta-feira (30)

A Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) recebe até esta sexta-feira (30) currículos para oportunidades de estágio em setores administrativos. Podem participar estudantes de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Pensão por morte pode retroagir ao óbito mesmo com pedido fora do prazo legal, decide TRF1

Sob relatoria da juíza federal convocada Jaqueline Conesuque Gurgel do Amaral, colegiado considerou que a demora da mãe não...

PGE-AM recebe currículos para estágio administrativo até sexta-feira (30)

A Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) recebe até esta sexta-feira (30) currículos para oportunidades de estágio em setores...

TJAM determina reserva de vagas para PCDs em concursos da Polícia Militar

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou que o Estado reserve vagas para pessoas com deficiência nos concursos...

Médico é condenado a 37 anos de reclusão por crime sexuais contra suas pacientes

A Vara Única da comarca de Catanduvas, no Oeste de Santa Catarina (SC), condenou um médico a 37 anos e...