A posição do TJAM sobre novas vagas e a nomeação de candidato que foi aprovado em concurso

A posição do TJAM sobre novas vagas e a nomeação de candidato que foi aprovado em concurso

Vanusa Viana de Freitas ingressou com Mandado de Segurança junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas levando ao conhecimento dos Desembargadores nos autos do processo 4008560-75.8.04.0000 que para o cargo que logrou aprovação em concurso público para a Secretaria de Educação e Cultura-Am,  surgiu nova vaga, dentro do prazo de validade do certame, em decorrência de exoneração de servidor ocupante do mesmo cargo concorrido. A conclusão, para a impetrante, seria a de que houvera, desde a exoneração indicada, direito líquido e certo a nomeação para o respectivo cargo, entendendo que incidira nova vaga. Mas o Tribunal de Justiça lavrou entendimento de que “o surgimento de vagas durante o prazo de validade do certame não gera, automaticamente, o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora do número de vagas”. No Acórdão, a Relatora, Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura explica que esse posicionamento é consolidado, com firme determinação nesse sentido do STJ e do STF.

A ementa da decisão dos Desembargadores resume que não se pode acolher mandado de segurança com pedido de nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas em concurso público com base em exoneração de servidor que não participou do certame, com a denegação da segurança pleiteada. 

Na decisão, teve predominância a regra sobre a matéria de que o surgimento de novas vagas para o mesmo cargo durante o prazo de validade do concurso público não gera automaticamente direito à nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas, não se demonstrando a exceção.

“In casu, a servidora exonerada já integrava os quadros da SEDUC quanto a impetrante foi aprovada no concurso público, ou seja, não se trata de exoneração/desistência de candidata aprovada em classificação melhor que a impetrante”. A conclusão foi editada em harmonia com parecer do Ministério Público. 

Leia o acórdão

Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab

Baixar arquivo

 

 

Leia mais

Fim do vínculo militar não afasta direito a tratamento por lesão sofrida em serviço

O encerramento do vínculo de um militar temporário com as Forças Armadas não extingue automaticamente o dever do Estado de assegurar tratamento médico para...

Justiça aplica teoria do consumidor por equiparação e condena empresa por acidente com embarcação indígena

A Justiça Federal do Amazonas aplicou a teoria do bystander, reconhecendo a proteção do Código de Defesa do Consumidor a indígenas atingidos em um...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Shopping deve indenizar criança que teve dedo esmagado por mesa

A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) elevou a indenização que um shopping deve...

PGE diverge do STF e defende flexibilização de prazos em eleição suplementar de Roraima

Mesmo após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal referendar a liminar que restabeleceu os prazos legais de desincompatibilização...

STF forma maioria para liberar pagamento de penduricalhos retroativos

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores...

Fim do vínculo militar não afasta direito a tratamento por lesão sofrida em serviço

O encerramento do vínculo de um militar temporário com as Forças Armadas não extingue automaticamente o dever do Estado...