Justiça do Rio condena miliciano Orlando Curicica a 19 anos de prisão por tentativa de homicídio

Justiça do Rio condena miliciano Orlando Curicica a 19 anos de prisão por tentativa de homicídio

O 3º Tribunal do Júri do Rio condenou o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araujo, o Orlando Curicica, a 19 anos, 6 meses e 20 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de homicídio qualificado contra Célia Cristina de Souza Silva. Ela foi atingida por disparos de arma de fogo, em junho de 2015, na Estrada de Curicica, Zona Oeste da cidade.  A vítima passava pelo local em um carro dirigido pelo marido, Wagner Raphael de Souza, que morreu no local.

De acordo com a denúncia, o crime foi cometido por motivo torpe em razão de Wagner ter alugado um terreno para um circo sem pedir a autorização de Orlando, miliciano conhecido na região, o que teria causado uma discussão com ele pouco tempo antes da data do homicídio.  Ainda segundo a denúncia, o crime teria contado com a participação de Renato Nascimento dos Santos, conhecido como “Renatinho Problema”.

No entanto, ao responderem os quesitos formulados pelo juiz, os jurados concluíram que os réus não concorreram para a morte de Wagner, restando apenas a condenação de Orlando pela tentativa de homicídio de Célia.

A sentença manteve a prisão preventiva de Orlando Curicica, negando a ele o direito de recorrer em liberdade. Já Renato, por causa da absolvição, teve a prisão preventiva e demais medidas cautelares revogadas, sendo determinada a expedição do alvará de soltura.

Acusado de chefiar uma organização criminosa armada atuante na região de Jacarepaguá, Orlando Curicica tem 17 anotações em sua folha de antecedentes criminais. Tanto ele quanto “Renatinho” tiveram seus nomes envolvidos como responsáveis pelas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, no início das investigações, em 2019, o que acabou sendo descartado mais tarde.

Processo: 0515129-58.2015.8.19.0001

Com informações do TJ-RJ

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