TST: Declaração do trabalhador de que não pode pagar custas é bastante para gratuidade do processo

TST: Declaração do trabalhador de que não pode pagar custas é bastante para gratuidade do processo

Destaque da Semana é para o Tribunal Superior do Trabalho. O TST decidiu, por maioria, na segunda-feira (14), que a declaração de hipossuficiência, conhecida como “declaração de pobreza”, é suficiente para comprovar a insuficiência de recursos e garantir o benefício da justiça gratuita em ações trabalhistas. A decisão foi aprovada com 14 votos favoráveis e 10 contrários, com três ministros ausentes. O julgamento será retomado em 25 de novembro, quando a tese final será definida.

A decisão do TST confirma a validade da declaração mesmo para trabalhadores cuja renda ultrapasse o limite previsto pela Reforma Trabalhista de 2017, que prevê justiça gratuita para atualização de até 40% do teto dos benefícios do INSS (R$ 3.114,40).

De acordo com a jurisdição do tribunal, a declaração é presumida verdadeira e só pode ser contestada mediante prova contrária pela parte reclamada

Essa interpretação segue a Súmula 463, I, do TST, que requer a declaração feita pelo trabalhador ou seu advogado como suficiente para a concessão do benefício. Assim, a simples declaração de pobreza tem presunção juris tantum, bastando, a princípio, o simples requerimento, sem nenhuma comprovação prévia, para que lhe seja concedida a assistência judiciária gratuita.

O interessado que não concordar com a condição deferida ao trabalhador, que prove o contrário. 

Leia mais

Sem prejuízo comprovado, ausência de audiência de conciliação não anula ação de alimentos

A controvérsia teve origem em uma ação revisional de alimentos ajuizada por um dos genitores, que buscava reduzir o valor da pensão sob o...

TJAM: A ausência de inscrição suplementar na OAB não autoriza extinção de processo

A ausência de inscrição suplementar do advogado em seccional diversa da Ordem dos Advogados do Brasil configura mera irregularidade administrativa e não compromete a...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Sem prejuízo comprovado, ausência de audiência de conciliação não anula ação de alimentos

A controvérsia teve origem em uma ação revisional de alimentos ajuizada por um dos genitores, que buscava reduzir o...

Justiça condena jovem que armou estupro coletivo contra adolescente

A Justiça do Rio determinou a internação do adolescente que participou de estupro coletivo ocorrido em um apartamento de...

STJ vai definir critérios para tramitação de ações penais com mudanças de foro privilegiado

A discussão também envolve a aplicação do princípio da perpetuação da jurisdição, que busca estabilizar a competência ao longo...

Lei permite custódia compartilhada de animais de estimação após separação de casais

O vice-presidente Geraldo Alckmin sancionou lei que autoriza a fixação de custódia compartilhada de animais de estimação em casos...