Relatório do CNJ destaca novo exame da magistratura e paridade de gênero

Relatório do CNJ destaca novo exame da magistratura e paridade de gênero

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, leu mensagem do Poder Judiciário ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira (5/2), na abertura da 2ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura. Ele também entregou o relatório anual do CNJ, referente às atividades de 2023, e destacou avanços como a criação do Exame Nacional da Magistratura e as regras que buscam a paridade de gênero na segunda instância do Poder Judiciário.

Fachin representou o presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, durante a solenidade de retomada das atividades do Legislativo. “Tenho a honra de trazer a mensagem do Poder Judiciário para este momento simbólico da nossa democracia”, afirmou. Na mensagem lida aos congressistas, ele ressaltou as declarações do presidente do STF e do CNJ na abertura do Ano Judiciário, na última quinta-feira (1º/2).

Fachin destacou o lançamento do primeiro exame nacional de magistratura pelo CNJ, que marca importante passo para simplificar os concursos de juízes e juízas. Ele falou ainda sobre a criação de bolsas de estudo para pessoas negras candidatas à magistratura.

Quanto à criação da política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Poder Judiciário, o ministro Fachin explicou que, com a medida, as vagas da lista de promoção por merecimento passam a ser alternadas entre homens e mulheres.

Outra ação do CNJ enfatizada no relatório anual é a regulamentação do uso da inteligência artificial no Poder Judiciário e a preocupação com a sustentabilidade. “Mais de 31 milhões de ações propostas em 2023 demonstram o imenso serviço prestado por 18 mil juízes e juízas”, disse Fachin.

O vice-presidente do STF reafirmou o compromisso com um Judiciário mais eficiente, acessível e sustentável, atendendo melhor a sociedade brasileira, e reforçou serem fundamentais a independência e a harmonia entre os Poderes.

Ao apresentar o relatório de atividades do STF e do CNJ em 2023, Fachin cumprimentou os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pelo compromisso com o Estado Democrático de Direito.

Balanço de 2023

No relatório, em mensagem de apresentação, o presidente do Supremo e do CNJ ressaltou que o Poder Judiciário deve garantir uma Justiça mais célere, efetiva, igualitária e próxima da sociedade brasileira. O documento apresenta a visão estratégica do CNJ para melhorar a eficiência da Justiça, promover os direitos humanos e aproximar o Poder Judiciário da sociedade.

Desde o início de sua gestão, em setembro do ano passado, o ministro Barroso definiu esses compromissos em três eixos estruturantes: o conteúdo, a comunicação e o relacionamento. Foram criados o Pacto Nacional da Linguagem Simples e o Selo Linguagem Simples, aos tribunais. “É essencial que nossas ações, decisões e processos sejam transparentes e compreensíveis”, apontou.

Dentre as iniciativas capitaneadas pelo CNJ, ele mencionou o aprimoramento do Programa Justiça 4.0, cuja finalidade é impulsionar a transformação digital do Judiciário brasileiro. Citou ainda parcerias voltadas à racionalização do fluxo de execuções fiscais que podem levar à extinção de até 600 mil ações.

Atualmente, as execuções fiscais representam cerca de um terço do acervo processual, com 34% do total de casos pendentes de julgamento e 64% das execuções no Judiciário, além de taxa de congestionamento de 88%, segundo o último Relatório Justiça em Números.

Barroso ressaltou, ainda, a importância do Programa Fazendo Justiça, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e diversos apoiadores. O programa é voltado ao cumprimento básico dos direitos fundamentais da pessoa humana nos estabelecimentos prisionais e no sistema socioeducativo. No escopo dele, encontram-se ações que visam à reintegração social.

Com informações do CNJ

Leia mais

Ajuizamento de múltiplas ações ambientais contra os mesmos réus exige avaliação de fragmentação

Para a Justiça não é racional o ajuizamento fragmentado de pretensões que tenham como pano de fundo o mesmo contexto fático e jurídico, especialmente...

É do acidentado o direito de escolher a seguradora para cobrar indenização do DPVAT

A Justiça do Amazonas reafirmou que vítimas de acidentes de trânsito têm o direito de escolher qualquer seguradora integrante do consórcio do DPVAT para...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Ajuizamento de múltiplas ações ambientais contra os mesmos réus exige avaliação de fragmentação

Para a Justiça não é racional o ajuizamento fragmentado de pretensões que tenham como pano de fundo o mesmo...

É do acidentado o direito de escolher a seguradora para cobrar indenização do DPVAT

A Justiça do Amazonas reafirmou que vítimas de acidentes de trânsito têm o direito de escolher qualquer seguradora integrante...

Justiça não pode rejeitar de imediato ação que aponta erro grosseiro em questão de concurso

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu que ações judiciais em que candidatos alegam erro grosseiro ou...

Justiça suspende cobrança de IPTU em ação que aponta erro ligado ao Projeto Mapa de Manaus

A Justiça do Amazonas concedeu liminar para suspender a cobrança de parte de débitos de IPTU atribuídos a um...