Plano de Saúde em Manaus não comete abuso ao impor divisão financeira com tratamento psiquiátrico

Plano de Saúde em Manaus não comete abuso ao impor divisão financeira com tratamento psiquiátrico

Nos contratos de plano de saúde não é abusiva a cláusula de coparticipação expressamente ajustada e informada ao consumidor, à razão máxima de 50% (cinquenta por cento) do valor das despesas, nos casos de internação superior a 30 (trinta) dias por ano, decorrente de transtornos psiquiátricos, preservada a manutenção do equilíbrio financeiro. A conclusão vem de Magistrados do Colegiado de Desembargadores da Primeira Câmara Cível do Tribunal do Amazonas com relatoria da desembargadora Joana dos Santos Meirelles, processo que foram partes Sul América Plano de Saúde e Elizabeth Pereira Valeiko Braga. 

Para a operadora do plano de saúde, no contrato firmado pelas partes existem cláusulas que preveem os riscos, as condições e os limites de cobertura, com as quais concordou a autora e que estão em harmonia com as disposições previstas na Lei 9.656/98. O contrato prevê somente a cobertura integral das despesas por 30 dias de internação, sendo que após esse período haverá coparticipação do beneficiário em 50% (cinquenta) por cento.

Para a decisão “não se mostra abusiva a cláusula contratual que prevê o regime de coparticipação que determina que as despesas por internação psiquiátrica serão divididas no montante de até 50% (cinquenta por cento) para cada parte do contrato”.

A partir do 31º, segundo a decisão, é possível o compartilhamento de despesas entre o plano e o beneficiário, quando se cuidar de tratamento psiquiátrico, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. A decisão relata que a Agência Nacional de Saúde, em sua Resolução Normativa 262/2011, permite o sistema de coparticipação no importe de até 50 % das despesas pelas partes envolvidas.

Leia o acórdão 

Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab

Baixar arquivo

 

Leia mais

Juiz manda banco indenizar idosa que usou benefício para cobrir débitos causados por fraude

Aposentada usa renda para cobrir cheque especial tomado por golpistas e banco é condenado no Amazonas.  Juiz Francisco Carlos Gonçalves de Queiroz reconheceu falha...

Plano deve custear especialista infantil fora da rede quando não oferece profissional habilitado

Sentença obriga Unimed Rio Branco a garantir acompanhamento com pneumologista pediátrico e pagar R$ 10 mil por danos morais. A falta de profissional habilitado na...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Juiz manda banco indenizar idosa que usou benefício para cobrir débitos causados por fraude

Aposentada usa renda para cobrir cheque especial tomado por golpistas e banco é condenado no Amazonas.  Juiz Francisco Carlos...

Plano deve custear especialista infantil fora da rede quando não oferece profissional habilitado

Sentença obriga Unimed Rio Branco a garantir acompanhamento com pneumologista pediátrico e pagar R$ 10 mil por danos morais. A...

Justiça manda Amazonprev devolver a servidor descontos indevidos de contribuição previdenciária

Juíza Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo determinou restituição de valores cobrados sobre gratificação de produtividade entre...

Fachin mantém prisão de cunhado de Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou nesta quinta-feira (5) pedido para soltar o empresário...