Caso Henry Borel: depoimentos das testemunhas de defesa de Monique Medeiros marcam sexto dia do julgamento

Caso Henry Borel: depoimentos das testemunhas de defesa de Monique Medeiros marcam sexto dia do julgamento

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, foi retomada às 15h deste sábado, 30 de maio, no II Tribunal do Júri da Capital, com o início dos depoimentos das testemunhas dos réus.

O sexto dia do julgamento, presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, foi aberto com o depoimento do engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique. Por cerca de oito horas e diante dos réus, ele respondeu perguntas da juíza e as formuladas pela defesa de Monique, da defesa de Jairinho, do Ministério Público e do assistente de acusação. A sessão prosseguiu pela noite com o depoimento das demais testemunhas requeridas pela defesa da ré.

Bryan fez uma longa descrição afetuosa da irmã, oito anos mais velha que ele, e do convívio familiar de pais e filhos na vida passada no bairro de Bangu, na Zona Oeste da cidade. Em parte de seu relato, Bryan falou da relação da irmã com Leniel Borel, pai de Henry e, segundo ele, do namoro ao rápido casamento, o nascimento de Henry e, depois, o divórcio. De acordo com a testemunha, Monique era mãe zelosa, sempre trabalhou e ficou ao lado de Leniel nos altos e baixos da vida até o fim da união, e que mantiveram relacionamento amigável após o divórcio até a morte do filho.

O irmão de Monique relatou que ela e Jairinho se conheceram, inicialmente, pela internet e que a família viu o réu pela primeira vez em um churrasco na casa de Bangu, tendo o mesmo demonstrado ser educado e gentil, comportamento que, de acordo com ele, não fez a família desconfiar, inicialmente, de que o ex-vereador poderia ser o autor das agressões que levaram Henry à morte, conforme aponta a denúncia.

Segundo Bryan, após a divulgação dos laudos de necropsia que apontavam uma série de lesões no menino e o cerco de desconfiança sobre Jairinho ser o autor das agressões aumentando publicamente, o ex-vereador teria tentado criar uma estratégia para envolver Monique numa situação mentirosa sobre os fatos que realmente aconteceram em momentos antecedentes à morte de Henry. A estratégia, ainda de acordo com ele, incluiu até treinamento da irmã para dar a versão mentirosa, a do acidente doméstico. Bryan revelou que foi o alerta de uma prima da família sobre a possibilidade de Jairinho ser o autor das agressões e de que Monique, na prática, não estava sendo defendida, que despertou todos e, a partir daí, foram em busca de uma defesa somente para Monique, a essa altura já presa com Jairinho.

O irmão da ré destacou ainda que Monique jamais permitiria que Henry sofresse qualquer tipo de agressão, que ele era prioridade na vida dela.

Às 23h16, foi ouvido Ari Mamed, ex-colega de trabalho de Monique, que declarou que considera a ré  uma pessoa idônea, que nunca viu nada que a desabonasse como mãe e que era muito amada na escola em que trabalhavam. Depois, às 23h27, prestou depoimento Marcia Eduarda Andrade Vieira, que era funcionária do condomínio Majestic e responsável pela brinquedoteca. Ela contou que Henry frequentava o espaço sempre com a mãe e que Monique era atenciosa e brincava junto com o menino.

Às 23h40 a sessão foi suspensa e será retomada às 10h de domingo, 31 de maio.

Processo nº: 0331377-732021.8.19.0001

Com informações do TJ-RJ

 

 

 

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