3ª Turma confirma indenização à vítima de apagão em Humaitá/AM

3ª Turma confirma indenização à vítima de apagão em Humaitá/AM

Ficar sem energia elétrica é um tormento. De igual forma é sofrer um racionamento imposto pela concessionária de energia elétrica. Com essa disposição, o Juiz Bruno Rafael Orsi, do TJAM, firmou contra a Amazonas Energia a procedência de um pedido de indenização por danos morais.  A decisão foi confirmada pela Juíza Maria do Perpétuo Socorro da Silva Menezes, da 3ª Turma Recursal. 

Os fatos relatados e examinados no processo se referem a um apagão de energia elétrica do ano de 2019, na cidade de Humaitá, no Amazonas. A concessionária pediu a realização de perícia, para comprovar que não teve culpa do racionamento. 

Ao rejeitar o pedido da concessionária, o magistrado ponderou “em relação à necessidade de perícia, também não assiste razão à fornecedora. A responsabilidade da concessionária é objetiva. O consumidor contrata com a Amazonas Energia S/A e não com a geradora. Eventual responsabilidade da geradora pode ser cobrada em demanda regressiva. Para o presente processo pouco importa de quem é a culpa. Desse modo, não é necessária perícia”. Os danos morais foram fixados em R$ 4 mil. A empresa recorreu. 

“No mérito, o recurso não merece provimento, segundo os termos lançados na ementa, devendo ser mantida a sentença recorrida, na forma do artigo 46 da Lei nº. 9.099/95. Uma vez que o Juízo a quo bem apreciou, analisou e julgou os fatos, aplicando corretamente o direito ao caso concreto, razão pela qual a referida sentença deve ser mantida na forma em que fora proferida”, dispôs o acórdão

Processo: 0606525-50.2023.8.04.4400

Leia a ementa:

curso Inominado Cível / Indenização por Dano MaterialRelator(a): Maria do Perpetuo Socorro da Silva MenezesComarca: HumaitáÓrgão julgador: 2ª Turma RecursalData do julgamento: 16/03/2024Data de publicação: 16/03/2024Ementa: RECURSO INOMINADO. AÇÃO IDENIZATÓRIA CONSUMERISTA. ENERGIA ELÉTRICA. APAGÃO. INTERRUPÇÃO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA. DESCONTINUIDADE E VICIO NO SERVIÇO. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DANO MORAL CARACTERIZADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS, POR SEREM IRRETOCÁVEIS. SÚMULA SERVIRÁ DE ACÓRDÃO. ART. 46, LEI 9.099/95. PRESENTES OS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE, CONHEÇO DO RECURSO E NEGO-LHE PROVIMENTO

Leia mais

Risco de desabamento: Justiça mantém 11 imóveis interditados no bairro Aparecida, em Manaus

Sentença da Vara Especializada do Meio Ambiente da Comarca de Manaus confirmou liminar deferida anteriormente e determinou como mantida a desocupação e a interdição...

Homem é condenado a mais de 20 anos por matar a mãe e tentar matar a avó em Manaus

Em julgamento realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, na última quarta-feira (19/8), um homem foi condenado a 20...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Risco de desabamento: Justiça mantém 11 imóveis interditados no bairro Aparecida, em Manaus

Sentença da Vara Especializada do Meio Ambiente da Comarca de Manaus confirmou liminar deferida anteriormente e determinou como mantida...

Homem é condenado a mais de 20 anos por matar a mãe e tentar matar a avó em Manaus

Em julgamento realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, na última quarta-feira (19/8), um...

Uso do cartão pelo cliente com prova do contrato pelo Banco validam o negócio

A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu que o uso do cartão de crédito...

Mesmo vendido na agência, consórcio não gera responsabilidade automática do Banco

A comercialização de um consórcio em uma agência da Caixa Econômica Federal, por si só, não torna o banco...