PF deflagra operação contra fraudes de R$ 500 milhões na Caixa e mira grupo empresarial

PF deflagra operação contra fraudes de R$ 500 milhões na Caixa e mira grupo empresarial

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, com prejuízos estimados em mais de R$ 500 milhões.

De acordo com as investigações, foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, além da autorização para quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. As medidas são cumpridas em municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o momento, 14 pessoas foram presas.

A apuração teve início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. Segundo a Polícia Federal, os investigados atuariam mediante cooptação de funcionários de instituições financeiras e utilização de empresas para movimentação e ocultação de valores.

Entre as medidas patrimoniais, foi determinado o bloqueio e o sequestro de aproximadamente R$ 47 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, além da adoção de medidas cautelares para rastreamento desses recursos.

Um dos alvos da operação é o CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, contra quem foi cumprido mandado de busca e apreensão. Também figura entre os investigados o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini.

A Polícia Federal apura ainda possível conexão do grupo com o chamado “Bonde do Magrelo”, apontado como braço do Comando Vermelho no interior paulista, em esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico de drogas.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, com penas que podem superar 50 anos de reclusão.

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