Homem que tentou matar ex-companheira e a deixou em coma por 21 dias é condenado a 18 anos no DF

Homem que tentou matar ex-companheira e a deixou em coma por 21 dias é condenado a 18 anos no DF

Um homem que descumpriu medidas protetivas, invadiu a casa de sua ex-companheira e tentou matá-la com tiros e golpes de espingarda na cabeça foi condenado à pena de 18 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado, em sessão do Tribunal do Júri da comarca de Santa Cecília, no meio-oeste do Estado. O réu respondeu pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel.

De acordo com os autos, o denunciado, por não aceitar o fim do relacionamento, agrediu fisicamente a mulher na presença das duas filhas dela, de quatro e nove anos. Por conta disso, ela solicitou e obteve medidas protetivas de urgência. Ocorre que elas foram descumpridas pelo ex-marido, que invadiu a casa da vítima com uma espingarda em mãos para fazer ameaças a ela e seu novo companheiro.

Nessa mesma oportunidade, em julho de 2021, o réu efetuou disparos com a arma de fogo e desferiu diversos golpes com o cano da espingarda contra a vítima. Os ferimentos causaram traumatismo cranioencefálico, o que a deixou em coma por 21 dias. A irmã da vítima tentou intervir e também foi agredida com um golpe na cabeça.

Pelo crime de lesão corporal contra essa segunda vítima, o réu foi condenado a três meses de detenção em regime aberto. O juiz Gabriel Marcon Dalponte negou ao condenado o direito de recorrer da decisão em liberdade e ainda fixou em R$ 10 mil a reparação pelos danos morais sofridos pela mulher, que continua afastada do trabalho em razão das sequelas. O processo tramita em segredo de justiça. Com informações do TJSC

Leia mais

Sem prova de ilegalidade, Justiça não substitui avaliação de comissão de heteroidentificação

Segundo a decisão, o controle judicial é possível, mas não autoriza a substituição automática da avaliação administrativa. A Justiça Federal negou o pedido de liminar...

Análise de documentos não se confunde com dilação probatória para negar mandado de segurança

TRF1 suspende sentença que extinguiu ação sem julgamento do mérito ao entender que controvérsia pode ser resolvida com base em documentos já constantes dos...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça condena maternidade e pediatra por violência obstétrica psicológica

A 5ª Vara Cível de Campo Grande (MS) condenou maternidade e pediatra ao pagamento de R$ 15 mil por...

Justiça condena clínica de estética por procedimento facial malsucedido

A 9ª Vara Cível de Campo Grande (MS) condenou, de forma solidária, uma clínica de estética e sua franqueadora...

Justiça proíbe companhia aérea de exigir quitação antecipada para remarcar voo

Exigir a quitação do saldo remanescente de um pacote de viagens como condição para remarcar um voo cancelado, sem...

Sem prova de ilegalidade, Justiça não substitui avaliação de comissão de heteroidentificação

Segundo a decisão, o controle judicial é possível, mas não autoriza a substituição automática da avaliação administrativa. A Justiça Federal...