Mulher pega quase 48 anos por tentar matar ex-companheira e enteada a facadas

Mulher pega quase 48 anos por tentar matar ex-companheira e enteada a facadas

Foi condenada por tentativa de feminicídio qualificado uma mulher que atacou a ex-companheira e a filha dela com golpes de faca em Populina, cidade que integra a Comarca de Estrela d’Oeste. A pena total estabelecida para a ré ficou em 47 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado, mais o dever de indenizar cada uma das vítimas em R$ 15 mil. Com base na denúncia subscrita pelo promotor Marcelo Antonio Francischette da Costa, a Justiça sentenciou a mulher também pelo roubo de um celular.

Os crimes ocorreram na madrugada de 2 de julho de 2025. Segundo o Ministério Público, a criminosa não se conformava com o fim do relacionamento mantido por cerca de três anos com a vítima e tampouco com o fato de ela ter iniciado um novo relacionamento amoroso. Inconformada ainda com uma ação judicial que tratava da dissolução da união estável e da partilha de bens, a mulher saiu de Ouroeste, onde morava, e foi até a residência da ex-companheira, em Populina, levando consigo uma faca.

Ao chegar ao imóvel, a ré exigiu que a filha da ex-companheira e uma amiga entregassem seus telefones celulares para impedir que acionassem a polícia ou qualquer meio de socorro. Durante a ação, atingiu a adolescente com uma facada nas costas e tomou um dos aparelhos. Em seguida, invadiu a residência e surpreendeu a ex-companheira, que havia acabado de acordar, desferindo sucessivos golpes de faca contra ela. Ao tentar defender a mãe, a adolescente também acabou atingida diversas vezes, sofrendo ferimentos graves no rosto, no abdômen e em uma das mãos. As duas sobreviveram graças ao rápido atendimento prestado por terceiros e ao socorro médico recebido.

Em relação à tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, o Tribunal do Júri reconheceu as qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também incidiu a causa de aumento de pena prevista para crimes praticados na presença de descendente da vítima, uma vez que a agressão ocorreu diante da filha da mulher atacada. Segundo a sentença, a circunstância foi especialmente grave porque a adolescente presenciou o ataque e acabou igualmente esfaqueada ao tentar impedir a ação criminosa.

Quanto ao crime praticado contra a adolescente, os jurados reconheceram a tentativa de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar. A sentença destacou a gravidade das lesões sofridas pela vítima, que permaneceu internada por cinco dias, foi submetida a cirurgias, ficou com cicatrizes permanentes e perdeu parte dos movimentos de uma das mãos.

No caso do roubo, a pena foi aumentada em razão do emprego de arma branca.

Com informações do MPSP

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