O ministro Kassio Nunes Marques deve assumir na próxima terça-feira a presidência do Tribunal Superior Eleitoral com foco na segurança das eleições de 2026 e no enfrentamento à desinformação envolvendo urnas eletrônicas.
O magistrado pretende reforçar mecanismos de fiscalização, ampliar medidas de cibersegurança e estabelecer parcerias técnicas para monitorar possíveis riscos relacionados ao uso de inteligência artificial durante o processo eleitoral.
Entre as medidas discutidas internamente pelo novo presidente do TSE está a realização de testes públicos nas urnas eletrônicas e o levantamento detalhado das condições dos equipamentos utilizados pela Justiça Eleitoral em todo o país. O objetivo é identificar eventuais problemas técnicos, além de mapear questões relacionadas à vida útil das urnas e à infraestrutura disponível nos tribunais regionais eleitorais.
A gestão também pretende ampliar convênios voltados à cibersegurança e ao monitoramento de conteúdos manipulados digitalmente, especialmente deepfakes produzidas por inteligência artificial. A preocupação envolve a possibilidade de disseminação de vídeos, áudios e imagens falsificados capazes de impactar o ambiente eleitoral. Para isso, o TSE avalia aproximação com universidades e órgãos especializados em perícia tecnológica.
Kassio Nunes Marques pretende adotar uma postura menos intervencionista na condução das disputas políticas em comparação ao modelo adotado nas eleições de 2022. A preferência seria priorizar instrumentos como direito de resposta em vez de remoção imediata de conteúdos, mantendo, contudo, acompanhamento sobre eventuais abusos durante a campanha eleitoral.
O ministro sucederá Cármen Lúcia no comando do TSE e terá como vice o ministro André Mendonça. A Corte será responsável pela condução das eleições presidenciais de 2026, em cenário político marcado por forte polarização nacional.
