Pontos adicionais de TV podem ser cobrados ou é proibido? Corte Suprema definirá a questão

Pontos adicionais de TV podem ser cobrados ou é proibido? Corte Suprema definirá a questão

A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) ajuizou ação direta de inconstitucionalidade contra a Lei distrital n. 3.693, de 27 de fevereiro de 2007 em julgamento no STF nesta semana.  A lei em contestação veda a cobrança pela instalação e utilização de pontos adicionais de tevê a cabo em residências. O tema está sendo objeto da análise, a partir de hoje, no STF. É relator o Ministro Nunes Marques. 

A Câmara Legislativa assinala a competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre responsabilidade por dano ao consumidor.

Segundo os deputados distritais é abusiva a cobrança pela instalação de pontos extras, uma vez que não há acréscimo na prestação do serviço público, o qual consiste na disponibilização do sinal ao consumidor. Argumenta que a proibição da cobrança por pontos adicionais visa a coibir ações nocivas aos consumidores.

Noutra linha, o Advogado-Geral da União ressalta ser competência privativa da União disciplinar e explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações. Diz não ser recomendável a fragmentação das disciplinas, considerado o território brasileiro. Aduz constituir o diploma atacado interferência indevida na organização dos serviços de telecomunicações.

No julgamento da ADI 3877, o STF definirá a constitucionalidade de lei do Distrito Federal que proíbe essa cobrança, mantendo ou não a proibição pela instalação e utilização de pontos adicionais de televisão a cabo em residências. O resultado do julgado servirá como paradigma para outras iniciativas do Legislativo a nível nacional. 

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