Pedreiro que defendeu a própria causa no TRT-11 ganha bolsa para cursar Direito

Pedreiro que defendeu a própria causa no TRT-11 ganha bolsa para cursar Direito

Após estudar Direito por conta própria para atuar sem advogado em seu processo trabalhista, o mestre de obras Edilson Takahara ganhou repercussão nacional ao fazer sustentação oral perante a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR). Agora, ele foi contemplado com uma bolsa de estudos para cursar Direito.

Edilson utilizou o jus postulandi para defender pessoalmente o reconhecimento do vínculo de emprego com uma construtora, já reconhecido pela sentença de primeira instância. Após a empresa recorrer, ele precisou compreender o recurso, elaborar a própria resposta e apresentar recurso adesivo.

Durante a sustentação oral, realizada em 17 de agosto, o trabalhador rebateu a tese de que teria prestado serviços como autônomo. Edilson descreveu sua rotina em um edifício de 15 pavimentos, onde atuava na troca de pastilhas e revestimentos externos, com acesso por cordas, integrado a uma equipe e seguindo orientações do engenheiro e do encarregado.

No encontro com os estudantes da FAMEC, em Manaus, o profissional revelou as dificuldades enfrentadas por uma pessoa sem formação jurídica para acompanhar um processo. Edilson contou que precisou aprender a utilizar o Processo Judicial Eletrônico (PJe), lidar com certificado digital e token, adquirir um computador, pesquisar conceitos e precedentes e compreender os procedimentos necessários para defender sua posição.

Para o coordenador do curso de Direito da FAMEC, Emer Gomes, a trajetória demonstra que conhecer a existência de um direito é apenas o primeiro passo, pois compreender o sistema judicial exige estudo, técnica e formação aprofundada.

A trajetória iniciada na construção civil, que passou por uma Vara do Trabalho e chegou à tribuna do TRT-11, deverá continuar agora dentro de uma sala de aula.

Leia mais

Efetivação sem concurso antes da Constituição não assegura permanência no cargo

O fato de um servidor ter sido enquadrado como efetivo antes da Constituição de 1988 não basta para assegurar sua permanência no cargo quando...

Justiça manda plano indenizar em R$ 10 mil após paciente ter tratamento interrompido

A Justiça do Amazonas condenou uma operadora de plano de saúde a pagar R$ 10 mil por danos morais após interromper o tratamento de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Cliente deve ser indenizada por ter conta bancária encerrada sem aviso

Uma moradora de Muriaé, na Zona da Mata, deve ser indenizada pelo encerramento sem aviso de sua conta bancária....

Justiça reconhece fraude em empréstimos consignados e bancos indenizarão aposentado rural em R$ 3 mil

A Vara Única da Comarca de Santo Antônio (RN) declarou a inexistência de contratos de empréstimo consignado firmados em...

Justiça condena consumidor por má-fé após comprovar contratação de serviço de telefonia

Um consumidor que ajuizou ação contra uma operadora de telefonia teve os pedidos julgados improcedentes após não comprovar que...

Bolsonaro pede liberação de visitas de Flávio na prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação das visitas do senador...