“MP nas escolas” identifica mais de dez casos de abusos sexuais em Manicoré/AM

“MP nas escolas” identifica mais de dez casos de abusos sexuais em Manicoré/AM

O “MP nas escolas”, além de apresentar o trabalho desempenhado pelo MP, também levou conhecimento às crianças e adolescentes acerca de seus direitos

Mais de dez relatos de abuso sexual infantil e maus-tratos vieram à tona após uma série de palestras promovidas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) em 16 escolas de Manicoré, ao longo dos meses de setembro e outubro. A ação da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Manicoré faz parte do projeto “MP nas Escolas”, que visa não só divulgar aos estudantes o trabalho desempenhado pelo Ministério Público, mas também conscientizar crianças e adolescentes sobre seus direitos.

Entre os dias 17 de setembro e 9 de outubro, a equipe da promotoria de Justiça local visitou as escolas da rede estadual e municipal, alcançando mais de 1 mil alunos. Durante as palestras, casos de violência sexual e maus-tratos foram revelados tanto por estudantes quanto por professores. As vítimas foram encaminhadas ao Conselho Tutelar de Manicoré para formalizar as denúncias.

Em resposta, o Ministério Público expediu ofícios à Delegacia de Polícia Civil de Manicoré, solicitando a abertura de inquéritos policiais, a realização de escutas protegidas das vítimas e, quando necessário, exames periciais. “A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma das formas mais graves de violação aos Direitos Humanos. Os efeitos desse tipo de crime são profundos e podem marcar a vida da vítima para sempre”, afirmou o promotor de Justiça Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, que liderou a iniciativa.

O projeto, que aconteceu pela primeira vez no interior do estado, contou com a parceria de diversas instituições, como o Conselho Tutelar, a Polícia Militar, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Segundo o promotor, a extensão do projeto — já desempenhado na capital — para o interior foi um passo significativo. “As crianças e adolescentes puderam conhecer o papel do Ministério Público e entender que há toda uma rede de proteção que zela por eles.”

Balanço da ação

Com a adesão das escolas locais, o projeto promoveu 17 visitas em 16 instituições, com o objetivo de levar informação sobre o trabalho dos membros do MPAM e como a instituição atua na proteção dos direitos da população amazonense. As visitas também criaram um ambiente seguro para que estudantes pudessem expor situações de violência que, de outra forma, poderiam permanecer em silêncio. Além dos relatos durante as palestras, algumas vítimas procuraram diretamente o Conselho Tutelar após os encontros, buscando ajuda para denunciar casos de abuso.

As palestras ocorreram em escolas como o Centro Educacional Marta Ferreira, a Escola Municipal Maria José Beleza, a Escola Estadual Senador Bosco de Lima, entre outras, sendo uma iniciativa inédita no município.

O MPAM segue atento e engajando crianças e adolescentes sobre o trabalho da instituição por meio do “MP nas Escolas”, seja no interior ou na capital amazonense.

Com informações da Comunicação Social do MPAM 

Leia mais

Sem plano alternativo para blackout de energia, apagão gera dever de indenizar no Amazonas

A interrupção prolongada e injustificada no fornecimento de energia elétrica, especialmente quando a concessionária não dispõe de plano alternativo para garantir a continuidade do...

Recursos sobre exceção ao limite etário na PMAM seguem suspensos até julgamento de ADI no Amazonas

A controvérsia decorre do art. 29, §2º, da Lei Estadual nº 3.498/2010, com redação dada pela Lei nº 5.671/2021, segundo o qual “os Praças...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Recebíveis em garantia fiduciária não são bens de capital e podem ser penhorados após o fim do stay period

Recebíveis dados em garantia fiduciária não se qualificam como bens de capital e, esgotado o stay period, não podem...

Absolvição que se impõe: reconhecimento pessoal irregular invalida condenação, diz TJSP

A 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu dois réus condenados por roubo...

Hotel responde por vazamento de dados de hóspede usado em acusações falsas e ameaças

A 4ª Vara de Cubatão, do Tribunal de Justiça de São Paulo, condenou um hotel ao pagamento de R$...

Perda do prazo administrativo para indicação de condutor não impede correção judicial da pontuação

O Tribunal de Justiça do Paraná reconheceu que a perda do prazo administrativo para indicação do condutor não impede...