É inviável liberdade provisória para Integrante de Orcrim considerado perigoso

É inviável liberdade provisória para Integrante de Orcrim considerado perigoso

Não apenas a expressiva quantidade de drogas apreendidas possam demonstrar que a prisão provisória seja medida cautelar de exceção ao direito de liberdade, mas, também,  quando o flagranteado é alvo da conversão de sua captura em preventiva, na audiência de custódia e  em decisão motivada do juiz. As também evidências de que o infrator esteja envolvido diretamente em Orcrim- organização criminosa, no caso o Comando Vermelho, não sustentam a concessão de pedido de alvará de soltura em habeas corpus, firmou o Desembargador Jorge Manoel Lopes Lins e negou o writ requerido por Oziel Costa de Souza. 

O acusado responde a processo por tráfico de drogas e associação para o tráfico, e ingressou com pedido de habeas corpus, levando o juízo de Rio Preto da Eva à condição de autoridade coatora ao direito de liberdade.  Assim, narrou constrangimento ilegal na decisão que negou o pedido de liberdade provisória formulado pela defesa.  Noutro giro, sustentou a inexistência dos requisitos da prisão preventiva em face de sua pessoa.

Ao serem prestadas as informações pela autoridade dita coatora, fora informado que o paciente, conforme demonstrado no processo penal originário, seria membro de organização criminosa, denominada Comando Vermelho, o qual atua no tráfico de entorpecentes, conjuntamente com mais 17 acusados e responde a ação penal regular por tráfico e associação para o tráfico. 

Nessas hipóteses, a prisão preventiva deva ser mantida para o resguardo da ordem púbica e garantia da instrução criminal, sobretudo diante do contexto fático e da grande quantidade de drogas apreendidas, com evidencias diretas de que o paciente seria membro de Organização Criminosa articulada, o Comando Vermelho, denegando-se o pedido face a evidente gravidade do crime e da elevada periculosidade do paciente. 

Processo nº4002061-06.2022.8.04.0000

Leia o acórdão:

HABEAS CORPUS Nº 4002061-06.2022.8.04.0000. PACIENTE: OZIEL COSTA DE SOUZA. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA OTRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PRESENTES OS REQUISITOS AUTORIZADORES DO ART. 312 DO CPP. GRAVIDADE CONCRETA DO DELITO. INSUFICIÊNCIA DAS MEDIDAS CAUTELARES PREVISTAS NO ART. 319, DO CPP. PRISÃO PREVENTIVAMANTIDA PARA RESGUARDO DA ORDEM PÚBLICA E ASSEGURA

Leia mais

Lucro presumido não deve servir de base para cobrança maior de IRPJ e CSLL contra empresa

A Justiça Federal no Amazonas afastou a cobrança do acréscimo de 10% sobre os percentuais de presunção utilizados no cálculo do Imposto de Renda...

Desligamento de estudante não pode ser rediscutido após decisão definitiva da Justiça

Justiça impede nova discussão sobre jubilamento de estudante de Medicina ao reconhecer que o mesmo caso já havia sido julgado definitivamente em outra ação...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Governo avalia combate a supersalários em pacote fiscal para 2027

Medidas em estudo incluem revisão de penduricalhos e mudanças para assegurar o cumprimento do centro da meta fiscal O Ministério...

Lei que reduz penas do 8 de Janeiro aguarda julgamento há quase seis meses

Alexandre de Moraes relata ações contra a norma no STF; aplicação dos benefícios em execuções penais foi suspensa em...

Justiça condena homem a mais de 21 anos de prisão por homicídio motivado por som alto

A Justiça do Tocantins condenou um homem a 21 anos e nove meses de prisão pelo assassinato a tiros...

Justiça condena homem que agrediu e ameaçou a irmã para cobrar dívida

A Justiça do Tocantins condenou um homem por agredir e ameaçar a própria irmã após cobrar uma dívida e...