Justiça mantém indenização a trabalhadora humilhada por não caber no uniforme

Justiça mantém indenização a trabalhadora humilhada por não caber no uniforme

A 20ª Turma do TRT da 2ª Região confirmou rescisão indireta e pagamento de indenização por danos morais a empregada da rede de restaurantes Burger King que não recebeu uniforme adequado ao seu corpo e acabou sendo alvo de comentários depreciativos.

A empregada relatou que a organização fornece fardamento e exige o uso, mas não forneceu peças adequadas às suas características físicas. Para que pudesse atuar, contratou uma costureira particular para adaptar a calça, que recebeu remendos triangulares na parte posterior.

A modificação, no entanto, causou zombarias por parte de colegas e da gerência. De acordo com testemunhas, a chefe chegou a afirmar que a trabalhadora deveria emagrecer para caber nas roupas.

Para o juiz-relator João Forte Júnior, as atitudes demonstram “desprezo da superiora hierárquica pela reclamante e uma completa inversão de valores, no sentido de que a trabalhadora deveria se adaptar ao uniforme e não o uniforme ser adequado à trabalhadora”.

A decisão também reconheceu que as situações vivenciadas pela profissional ultrapassaram mero desconforto e caracterizaram dano moral in re ipsa, ou seja, decorrente da própria conduta ilícita, independentemente da comprovação de prejuízo específico. O comportamento foi considerado suficientemente grave para o reconhecimento da rescisão indireta do contrato.

O processo aguarda julgamento de embargos de declaração e decisão de admissibilidade de recurso de revista.

(Processo nº 1001898-72.2025.5.02.0002)

Com informações do TRT-2

Leia mais

Morte de paciente que pediu medicamento na Justiça não afasta honorários devidos pelo Estado

Ministra Maria Thereza de Assis Moura manteve condenação do Amazonas ao pagamento de R$ 5 mil à Defensoria Pública após reconhecer impedimento processual ao...

STJ mantém anulação de condenação definitiva por tráfico após entrada policial sem mandado

Quinta Turma, com voto do Ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, considerou ilegal a apreensão de drogas em residência após denúncia anônima, revista pessoal...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

AGU busca recuperar R$ 190 milhões de integrantes do PCC e do CV

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou quatro ações civis, nesta terça-feira (20), para recuperar bens, no valor de R$...

Saiba como consultar o seu local de votação

Quem vai votar neste segundo turno das eleições precisa ficar atento às mudanças em locais de votação. Segundo dados...

Justiça condena clínica veterinária por morte de cão durante banho

O 1º Juizado Especial Cível de Águas Claras (DF) condenou uma clínica veterinária a indenizar os tutores de um...

Eleições 2026: nenhum eleitor pode ser preso a partir desta terça

A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições, nenhum eleitor pode ser preso ou...