Réu que matou ex-esposa asfixiada é condenado a 20 anos de prisão

Réu que matou ex-esposa asfixiada é condenado a 20 anos de prisão

Submetido ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (29), em Cuiabá, Luiz Carlos Moreira foi condenado a 20 anos de reclusão pelo feminicídio cometido contra a vítima Fernanda Regina Souza de Lana. Os jurados acolheram a tese defendida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso de que o crime foi cometido em razão da condição de sexo feminino da vítima, por motivo torpe (sentimento de posse sobre a vítima e por não aceitar que se envolvesse com outro homem, mesmo após a separação) e com emprego de meio cruel (asfixia mecânica por esganadura).

O réu não poderá recorrer da sentença em liberdade.“Encerramos o Agosto Lilás, movimento de prevenção e combate à violência contra a mulher, com mais esta condenação por feminicídio. O Sistema de Justiça, do qual o Ministério Público faz parte, vem atuando intensamente na busca da responsabilização e a punição das pessoas que cometem crimes desta natureza”, destacou o promotor de Justiça que atuou no plenário do júri, Vinícius Gahyva Martins.

De acordo com a denúncia do MPMT, o crime ocorreu em outubro de 2021, por volta das 10h, no bairro João Bosco Pinheiro, em Cuiabá. Segundo o laudo de necropsia, a morte da vítima, que estava separada do réu há vários anos, se deu por asfixia mecânica por esganadura. Após agarrar o pescoço da vítima, comprimindo-o até leva-la a morte, o réu puxou o corpo até um dos quartos de dormir da casa da vítima e o escondeu embaixo de uma cama.

A vítima estava com 34 anos de idade quando o crime foi cometido e deixou três filhos menores. Segundo o MPMT, o relacionamento entre a vítima e o acusado sempre foi conturbado, permeado por agressões físicas e verbais por parte do réu.

Com informações do MPMT

Leia mais

Morte do autor não extingue cobrança de crédito previdenciário se houver sucessão por herdeiros

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) sinalizou que o falecimento de um dos autores de ação movida contra o Instituto Nacional do...

Nome já negativado por dívida anterior afasta indenização por nova restrição

A Justiça Federal no Amazonas negou pedido de indenização por danos morais formulado por consumidor que alegava não ter contratado cartão de crédito da...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Morte do autor não extingue cobrança de crédito previdenciário se houver sucessão por herdeiros

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) sinalizou que o falecimento de um dos autores de ação movida...

Nome já negativado por dívida anterior afasta indenização por nova restrição

A Justiça Federal no Amazonas negou pedido de indenização por danos morais formulado por consumidor que alegava não ter...

Cobrança por contrato não comprovado pode gerar dano moral mesmo sem negativação

Turma Recursal reformou sentença e condenou a Claro a pagar R$ 5 mil após empresa não demonstrar que consumidor...

Projeto torna obrigatória advertência sobre maus-tratos em embalagens de ração

O Projeto de Lei 3171/26 obriga fabricantes de produtos para alimentação animal a informar, nas embalagens, como denunciar casos...