Pacheco defende projetos das Fake News e da inteligência artificial

Pacheco defende projetos das Fake News e da inteligência artificial

Participante da sessão de conclusões do XI Fórum Jurídico de Lisboa, nesta quarta-feira (28/6), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu que a Câmara dos Deputados retome a discussão e vote o Projeto de Lei 2.630/2020, conhecido como PL das Fake News. Em maio, o texto foi retirado de pauta a pedido do relator, deputado Orlando Silva (PC do B), por causa das muitas sugestões feitas à proposta, o que demandaria mais tempo para avaliar possíveis alterações.

“É muito importante que a Câmara dos Deputados aprecie o Projeto de Lei das Fake News. Não podemos ter um palco de desinformação e de ódio em redes sociais sem nenhum regulamento.”

Além do PL das Fake News, Pacheco defendeu a discussão sobre o projeto de lei (PL 2.338/2023) que estabelece um marco regulatório da inteligência artificial no país. Esse texto foi apresentado ao Senado no início de maio e é resultado do trabalho de uma comissão de juristas presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Ricardo Villas Bôas Cueva. A proposta está parada no Senado.

Em sua fala, ao citar os atos golpistas de 8 de janeiro, Pacheco celebrou a força da democracia brasileira. “É fundamental afirmarmos, a todo instante, sempre, em todos eventos, a importância da democracia, como melhor regime de convivência de uma sociedade. A democracia brasileira, que por alguns momentos foi aviltada e questionada e que foi tentada de assalto em 8 de janeiro, mostrou-se muito forte. Acabou saindo desses episódios mais forte ainda. Isso deve ser enaltecido sempre.”

De acordo com o presidente do Senado, o exercício de poder deve ser comedido, respeitando-se as atribuições de cada um dos três poderes. “Cada poder que cumpre o seu papel obviamente estará colaborando sobremaneira para a construção de uma sociedade em que se tem o valor mais caro, que é a preservação da democracia.”

A sessão de conclusões foi mediada pelos organizadores do XI Fórum Jurídico de Lisboa, ministros Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça.

O evento
Esta edição do Fórum Jurídico de Lisboa teve como mote principal “Governança e Constitucionalismo Digital”. O evento foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (ICJP) e pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário da FGV Conhecimento (CIAPJ/FGV).

Ao longo de três dias, a programação contou com 12 painéis e 22 mesas de discussão sobre temas da maior relevância para os estudos atuais do Direito — entre eles debates sobre mudanças climáticas, desafios da inteligência artificial, eficácia da recuperação judicial no Brasil e meios alternativos de resolução de conflitos.

Com informações do Conjur

Leia mais

TJAM: A ausência de inscrição suplementar na OAB não autoriza extinção de processo

A ausência de inscrição suplementar do advogado em seccional diversa da Ordem dos Advogados do Brasil configura mera irregularidade administrativa e não compromete a...

Cliente buscava empréstimo; banco entregou cartão consignado e acabou condenado no Amazonas

Falta de informação em cartão de crédito consignado gera indenização a cliente A contratação de cartão de crédito consignado sem informação clara sobre as condições...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TJAM: A ausência de inscrição suplementar na OAB não autoriza extinção de processo

A ausência de inscrição suplementar do advogado em seccional diversa da Ordem dos Advogados do Brasil configura mera irregularidade...

Cliente buscava empréstimo; banco entregou cartão consignado e acabou condenado no Amazonas

Falta de informação em cartão de crédito consignado gera indenização a cliente A contratação de cartão de crédito consignado sem...

Sem prova de risco concreto, não cabe devolução imediata de valor pago por produto vendido sem estoque

Ainda que haja indícios de falha na prestação de serviços ao consumidor, a restituição imediata de valores não pode...

Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (17) para condenar o ex-deputado federal...