MPAM cobra plano da Prefeitura de Ipixuna para enfrentar abandono de animais nas ruas

MPAM cobra plano da Prefeitura de Ipixuna para enfrentar abandono de animais nas ruas

Diante do número expressivo de animais em situação de abandono nas vias públicas de Ipixuna, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou procedimento administrativo para averiguar a situação e cobrar providências da Prefeitura Municipal com o objetivo de cessar o abandono e os maus-tratos aos animais.

Expedido pelo promotor de Justiça José Ricardo Moraes da Silva, o procedimento tem como finalidade instar o município a adotar medidas concretas de manejo populacional ético e controle, a partir da identificação, vacinação e castração dos animais. A ausência de fiscalização e de políticas públicas municipais configura omissão do poder público e pode representar riscos à saúde coletiva.

“O acúmulo de animais desassistidos em ruas e praças aumenta o risco de transmissão de zoonoses — doenças transmitidas de animais para pessoas — como raiva e leishmaniose, além de potencializar a ocorrência de acidentes de trânsito e ataques a pedestres”, ressaltou o promotor.

O Ministério Público notificou a Prefeitura de Ipixuna para a elaboração imediata e o envio de um Plano Estratégico e de Metas, com definição de objetivos claros, indicadores de desempenho e cronograma para a retirada progressiva dos animais das vias públicas, bem como para a implementação de programas de castração.

Para assegurar a efetividade das medidas, a Promotoria de Justiça também requisitou a comprovação da existência de dotação orçamentária específica destinada ao Programa de Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos para o exercício de 2026.

“Essa medida visa garantir a disponibilidade de recursos financeiros para a execução do Plano de Enfrentamento, conferindo sustentabilidade e continuidade à política pública. Não basta a intenção de agir; é necessário planejamento técnico que enfrente o problema de forma estruturada. Estamos exigindo que o município apresente como e quando cada etapa do controle populacional será executada”, concluiu o promotor José Ricardo Moraes.

Fonte: Comunicação Social do MPAM

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