Prisão de Zambelli é protocolizada no STF em pedido de advogados do grupo “Prerrogativas”

Prisão de Zambelli é protocolizada no STF em pedido de advogados do grupo “Prerrogativas”

Foto: Reprodução Instagram

Na noite de ontem (29), um dos seguranças da deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, foi preso em flagrante pela Polícia Civil por disparo de arma de fogo. O crime está definido como ‘disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime'( Artigo 15 da Lei 10826). Um grupo de advogados pediu a também prisão de Zambelli. 

A prisão do segurança ocorreu após a confusão com a deputada federal reeleita, que sacou uma arma e a apontou para o jornalista Luan Araújo, um homem negro, no bairro obre dos Jardins, em São Paulo.  O segurança teria pago fiança, no valor de um salário mínimo, arbitrado pela própria autoridade policial, ante previsão no código de processo penal, que fixa no artigo 322 a possibilidade de fixação dessa fiança pelo delegado de polícia quando o crime, como no caso concreto, não tenha pena máxima superior a 04 anos. O Delegado que apurou o caso, Percival Alcântara, do 78º DP, informou que esse disparo foi dado em direção ao solo. A prisão do segurança, esteve, assim, na visão da autoridade policial sob a espécie flagrante delito. 

Ocorre que uma resolução do TSE, do mês passado, setembro, proibiu o transporte de armas por colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) no dia das eleições, assim como nas 24 horas que antecedem e nas 24 horas seguintes ao dia da votação. Eventual descumprimento dessa ordem pode acarretar prisão em flagrante por porte ilegal de arma. 

A deputada Carla Zambelli firmou que, conscientemente, violou a norma  e acusou Moraes de não ser legislador. De então, advogados do grupo Prerrogativas protocolaram no STF uma notícia de fato em que pedem a prisão em flagrante da deputada federal Carla Zambelli pelos supostos crimes de arma de fogo, ameaça e eventual lesão corporal. 

Zambelli faz de si uma prévia defesa, firmando que agiu para se defender e que foi hostilizada por um grupo de petistas. Nas imagens, o jornalista Luan Araújo, um homem negro, discute com Zambelli e seus seguranças. Nos vídeos que circulam sobre o ocorrido, as gravações não são conclusivas sobre Zambelli ter sido agredida, como firmou. 

 

 

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