Estupro contra aluna surda-muda de ensino será julgado na Justiça Federal do Amazonas

Estupro contra aluna surda-muda de ensino será julgado na Justiça Federal do Amazonas

 O Crime de estupro supostamente praticado por servidor público federal, em razão de sua função, contra aluna de estabelecimento de ensino federal, onde o indiciado exerce o magistério, atrai o interesse da autarquia na apuração da conduta criminosa. Desta forma, é da justiça federal a competência para o processo e julgamento da causa. É a posição do Tribunal de Justiça do Amazonas nos autos do processo 0005483-91.2021.8.04.0000, em conclusão ao julgamento de embargos de declaração proposto por J.F.dos S.N, que foi indiciado pela prática do crime descrito no Código Penal Brasileiro contra educanda, que esteve sob sua responsabilidade. Foi Relator José Hamilton Saraiva dos Santos. 

Assim, por estar em curso procedimento investigatório que apura os fatos e circunstâncias que se inclinam pela linha de que tenha praticado o delito no exercício de função de professor de libra da instituição federal contra aluna surda-muda do estabelecimento de ensino, impôs-se a declinação de competência dos autos à justiça federal.  

Nos termos do artigo 109, Inciso IV, da Constituição Federal, compete aos juízes federais processar e julgar os crimes praticados em detrimento de serviços ou interesses da União e de suas entidades autárquicas. No caso, o aresto considerou que a suposta conduta criminosa foi praticada por um servidor público pertencente aos quadros de autarquia federal. 

No exercício de atividade funcional de professor intérprete de libras, firmou o aresto, agiu “causando inevitável abalo à imagem do estabelecimento de ensino federal, atraindo a competência da Justiça Federal nos termos do artigo 109, Inciso IV, da Constituição da República Federativa do Brasil”.

A vítima, aluna surda-muda do estabelecimento de ensino federal, por estar com o nariz sangrando, precisando de atendimento médico, deslocou-se com autorização concedida pelo Coordenador do Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais, para ser socorrida, na companhia do professor, com a finalidade de facilitar sua comunicação com o corpo médico. O crime teria sido praticado nestas circunstâncias, no regular exercício das funções do indiciado, que após o seu cometimento, deixou a aluna em sua residência. Foi mantida a competência da Justiça Federal. 

Leia o acórdão

Leia mais

Município deve pagar diferenças salariais a professores por não aplicar piso nacional

A não implementação do piso salarial nacional do magistério no prazo legal gera direito ao pagamento de diferenças remuneratórias aos professores da rede pública....

Perda da qualidade de segurado afasta auxílio-acidente mesmo com sequela permanente

A existência de sequela permanente com redução da capacidade para o trabalho não basta, por si só, para a concessão do auxílio-acidente quando não...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TJ-GO garante condições especiais e reaplicação de prova de concurso a PcD

Embora o Poder Judiciário não possa interferir nos critérios técnicos das bancas de concursos públicos, é seu dever fiscalizar...

Multa por jurisprudência falsa não pode atingir advogado no próprio processo

A condenação de advogado ao pagamento de multa por litigância de má-fé não é cabível nos autos da própria...

Justiça nega indenização por pacote de viagem com preço errado

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê que o fornecedor deve cumprir o valor anunciado para serviço ou produto....

Banco vai indenizar funcionária vítima de assédio sexual de gerente

Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN) manteve a condenação de uma instituição bancária ao...