Confira o e-book do juiz Paulo Feitoza com histórias do Tribunal de Justiça do Amazonas

Confira o e-book do juiz Paulo Feitoza com histórias do Tribunal de Justiça do Amazonas

O juiz de Direito Paulo Fernando de Britto Feitoza, titular da 4.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus, é autor de um e-book sobre histórias do Tribunal de Justiça do Amazonas. O livro eletrônico, denominado “O Tribunal Conta a Sua História”, foi produzido a partir de textos e roteiros escritos pelo magistrado para duas peças encenadas em 2002, em Manaus, e tem como foco situações jurídicas encenadas teatralmente para que o público pudesse entender como se processa a Justiça e de que forma podem beneficiar-se ou resolver situações.

O e-book pode ser acessado pelo link https://online.fliphtml5.com/cjmmv/aedo/#p=1 . O primeiro capítulo traz “O Tribunal Conta a Sua História (Trâmites Preliminares)” e o segundo, “O Tribunal Conta a Sua História peça)”. O terceiro é “Conciliação sem Complicação (peça)”.

O Anexo 1 do e-book traz o discurso proferido pelo desembargador Paulo dos Anjos Feitoza, pai do autor, alusivo ao centenário do TJAM em 1991. O Anexo 2, o discurso de despedida do desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa sobre o exercício da sua magistratura declamado em 24 de agosto de 2021. O Anexo 3, o Trabalho Acadêmico do juiz Paulo Feitoza, “Arquivos Judiciários na Formação do Patrimônio Cultural Brasileiro”.

A obra tem prefácio escrito pelo presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Flávio Pascarelli, apresentação do desembargador Délcio Luís Santos e prólogo do desembargador Jorge Lins.

O livro eletrônico é dedicado à memória de Paulo dos Anjos Feitoza e de Maria do Carmo Britto Feitoza, pais do magistrado.

O e-book inicia remetendo o leitor ao ano de 2002, quando o Cia. de Teatro Metamorfose encenou, no suntuoso Palácio da Justiça Clóvis Bevilacqua – hoje Museu do Judiciário do Amazonas (Mujam) -, um texto do juiz Paulo Feitoza, “O Tribunal Conta a Sua História”. A obra aborda a história de juízes, do Direito e da Justiça, dando ao espectador uma visão sociopolítica da Corte Judiciária Estadual, de fatos históricos do Tribunal de Justiça do Amazonas, casamentos celebrados e detalhes da arquitetura e decoração do Palácio da Justiça. E encenadas dramatizações de julgamentos famosos, como os dos ex-governadores Álvaro Botelho Maia e Plínio Ramos Coelho.

A visita teatralizada ao Palácio da Justiça foi um projeto realizado nos meses de agosto, setembro e outubro de 2002, durante a gestão da desembargadora Marinildes Costeira de Mendonça Lima, a primeira mulher a dirigir o Tribunal de Justiça do Amazonas, e com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (SEC). Mais de 2.500 pessoas visitaram o Palácio da Justiça no período de 12 domingos e conheceram um pouco da História do Tribunal de Justiça. O e-book relembra a repercussão gerada pela iniciativa perante a imprensa amazonense nos jornais impressos locais.

No capítulo seguinte do e-book, “Conciliação sem Complicação (Teatro)”, o magistrado Paulo Feitoza trouxe a proposta de um texto que evidenciava um teatro diferente do usual: uma aula teatralizada do funcionamento dos Juizados Especiais. A obra, também encenada pela Cia. Metamorfose, foi apresentada durante o encerramento do “2.º Programa de Treinamento de Conciliadores” realizado em 7 de janeiro de 2002 no auditório da então Escola da Magistratura localizada à época na rua Simão Bolivar, n.º 245, esquina com a rua Ferreira Pena, e traz como personagem principal “Dona Munda”, uma mulher mãe de 12 filhos, abandonada pelo marido que lhe deixou uma dívida de R$ 180.

“Foge do habitual drama ou da frequente comédia. Realça, por assim dizer, o lado didático que a arte costuma possuir. Toda manifestação artística, traz ínsita uma lição. Transmite um valor. Exalta um momento histórico. Registra um fato presente e o retrata para um futuro vindouro. O texto ‘Conciliação sem Complicação’ tem um diferencial. Associou um fato jurídico, no caso uma sessão de conciliação realizada em um Juizado Especial, com uma série de ensinamentos a respeito do funcionamento desses órgãos judiciários, bem como acerca do acesso à Justiça”, explica o autor.

O magistrado Paulo Feitoza destaca que “todas estas lições, no bom sentido, estão envolvidas com um sentimento bastante lúdico, o que facilita o aprendizado, ao mesmo tempo em que torna o funcionamento da máquina judiciária facilmente assimilável pelo espectador”.

Premiação

A publicação “O Tribunal Conta a Sua História”, de 2002, colocou o juiz Paulo Feitoza entre os homenageados com o “Prêmio Memória TJAM”, edição 2021. A premiação foi concedida por meio da Portaria Conjunta n.º 09, de 16 de dezembro de 2021, e assinada pelo então presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Domingos Jorge Chalub Pereira, e pelo presidente da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos, desembargador Délcio Luís Santos. Com informações do TJAM

Leia mais

Multa de trânsito tem prazo para ser encaminhada ao infrator sob pena de extinção, fixa Justiça

A lei de trânsito dá 30 dias para o órgão de trânsito enviar a notificação da multa depois da autuação. Se esse prazo não...

Sem prova de retaliação política, tratamento distinto a cessionários não invalida atos administrativos

A retomada de bens públicos ocupados por particulares após o término do prazo contratual não configura, por si só, ilegalidade — nem pode ser...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Uso de prova emprestada não pode impedir oitiva de testemunhas e gera nulidade

O indeferimento da produção de prova oral, aliado à utilização de prova emprestada sem anuência da parte e diante...

Sem a prova de que dano em carga ocorreu durante o transporte, seguradora não é ressarcida

A 11ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo reformou sentença que havia condenado transportadoras...

Promessa de tráfico não configura apologia ao crime e ação penal deve ser trancada, decide STJ

“Vou vender droga nesse caralho mesmo.” A frase, supostamente dita por uma mulher durante abordagem policial, foi considerada suficiente pelo...

Decisão de Dino contra ‘penduricalhos’ amplia pressão sobre o Congresso por lei nacional do teto

Na prática, a decisão eleva a pressão institucional — e também social — sobre o Congresso Nacional para que...