Trump afirma considerar “boa ideia” ação militar contra a Colômbia após ofensiva dos EUA na Venezuela

Trump afirma considerar “boa ideia” ação militar contra a Colômbia após ofensiva dos EUA na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (4) que considera “uma boa ideia” a possibilidade de uma ação militar contra a Colômbia. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, um dia após a operação militar norte-americana em território venezuelano que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Ao comentar a situação colombiana, Trump dirigiu críticas diretas ao presidente Gustavo Petro, a quem acusou de tolerar a produção e o envio de cocaína aos Estados Unidos. Questionado se tal retórica poderia se traduzir em uma intervenção militar, o presidente respondeu que a hipótese lhe “parece boa”, sem detalhar qualquer plano concreto ou fundamento jurídico.

A declaração ocorre no contexto da operação realizada no sábado (3), quando forças dos Estados Unidos capturaram Maduro, em Caracas, e o transferiram para Nova York, onde deverá responder a acusações criminais relacionadas ao tráfico internacional de drogas. A ação gerou forte reação diplomática na região.

Ainda neste domingo, o presidente colombiano classificou a captura de Maduro como um “sequestro”, sustentando que a operação violou a soberania da Venezuela. Em publicações nas redes sociais, Petro afirmou que a detenção careceria de base legal internacional e criticou o que chamou de uso recorrente do combate ao narcotráfico como pretexto para ações militares dos EUA na América Latina.

Petro também rebateu as acusações pessoais feitas por Trump, afirmando não constar em investigações judiciais relacionadas ao narcotráfico e qualificando as declarações como ofensivas à legitimidade de um chefe de Estado eleito. Segundo ele, tais manifestações não se compatibilizam com as normas do direito internacional e do respeito entre nações soberanas.

No mesmo pronunciamento, Trump declarou que uma eventual intervenção militar em Cuba não seria necessária, por considerar que o país estaria próximo de um colapso interno. O governo cubano, por sua vez, informou que 32 cidadãos do país morreram durante a operação militar norte-americana na Venezuela e decretou luto oficial nos dias 5 e 6 de janeiro.

As declarações do presidente dos Estados Unidos ampliam a tensão diplomática no continente e reacendem o debate sobre os limites jurídicos do uso da força em operações transnacionais, tema sensível à luz da Carta das Nações Unidas e dos princípios de soberania e não intervenção.

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