Justiça condena envolvidos no caso da cobra Naja

Justiça condena envolvidos no caso da cobra Naja

A 1ª Vara Criminal do Gama, de Brasília, condenou, quatro pessoas envolvidas no caso da Cobra Naja. São eles, o estudante de veterinária Pedro Henrique Lehmkhul, a mãe dele, Rose Meire Lehmkuhl, o coronel da PMDF Clóvis Eduardo Condi, e o amigo Gabriel Ribeiro de Moura foram condenados por crime ambiental, fraude processual e corrupção de menores. As penas de prisão, em regime aberto, foram convertidas em prestação de serviços comunitários.

Os quatro acusados foram condenados a um ano e dois meses de prisão, sendo que Pedro foi condenado por crimes ambientais, além de maus-tratos contra animais. Rose Meire foi condenada por fraude processual e corrupção de menores, bem como em 16  meses e 10 dias de detenção, por crimes ambientais. Clóvis Eduardo e Gabriel, por fraude processual e corrupção de menores.

O Juiz conta que, segundo consta no inquérito policial, entre 2017 e julho de 2020, Pedro passou a adquirir, criar em cativeiro e comercializar espécies da fauna silvestre nativa e exótica, tais como Naja-de-monóculo (Naja Kaouthia), Cascavel (Crotalus durissus), Jararacuçu (Bothops jararacussu), entre outras, sem autorização dos órgãos competentes.

Os animais eram mantidos em cativeiro na residência do estudante, um apartamento no Guará/DF, em ambiente inadequado e em embalagens plásticas por períodos prolongados, constatado por laudo pericial criminal do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com o julgador, além dos fatos anteriores, Pedro ainda praticou o tráfico de animais silvestres trazendo-os de outros estados (São Paulo e Bahia), passando por Ibotirama/BA, com venda de serpentes. Rose Meire participava dos cuidados dos bichos e dos ovos decorrentes de reprodução realizada no apartamento da família.

Clóvis Eduardo participou dos delitos, ao dar subsídio financeiro para a guarda e o cativeiro das espécies. Gabriel ficou encarregado de “dar sumiço” em vinte e três espécies, após o “acidente” do dia 7 de julho de 2020 e internação de Pedro (que foi picado pela cobra Naja).

Ele transportou, guardou e distribuiu as espécies para algumas pessoas, inclusive, no dia 8 de julho de 2020, também transportou a serpente Naja-de-monóculo (Naja Kaouthia) e deixou a cobra no estacionamento próximo ao Shopping Pier 21, onde ela foi capturada por policiais do BPMA da PMDF, tudo isso conforme informação técnica constante no processo.

O magistrado pontuou que consta nos autos de que a associação criminosa constituída por Gabriel e Pedro, junto com outros estudantes, surgiu na Universidade UNICEPLAC/GAMA, onde estudavam juntos, e também ressaltou que os acusados contaram com o apoio de um menor para retirar as serpentes do apartamento do Guará, após o acidente de Pedro, com a intenção de fraudar, obstar e dificultar a ação fiscalizatória dos órgãos competentes.

Processo: 0707031-51.2020.8.07.0004

Com informações do TJ-DFT

Leia mais

Sem continuidade, contribuições antigas ao INSS não garantem a condição de segurado nem a pensão

A Justiça Federal no Amazonas julgou improcedente o pedido de concessão de pensão por morte formulado contra o INSS ao concluir que o instituidor...

Intimação em plenário do júri marca o início do prazo recursal e afasta liminar em habeas corpus

A presença da defesa técnica em sessão do Tribunal do Júri, com a leitura da sentença ao final dos trabalhos, configura forma válida de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Acúmulo de funções assegura a policial civil diferenças de 13º e terço de férias

O 4º Juizado da Fazenda Pública da Comarca de Natal condenou o Estado do Rio Grande do Norte a...

Operação policial deixa visitantes “ilhados” em cartão-postal do Rio

Cerca de 200 pessoas ficaram presas no início da manhã desta segunda-feira (20) no alto do Morro Dois Irmãos, ponto...

Monique Medeiros se entrega à polícia e volta a ser presa

Processada pelo homicídio do filho, Henry Borel, Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira...

Decisão garante acompanhante terapêutico a criança com TEA na rede pública de João Pessoa

Uma sentença da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital determinou que o município de João Pessoa assegure,...