Indenização por danos a aparelhos elétricos não depende de prova da propriedade dos bens

Indenização por danos a aparelhos elétricos não depende de prova da propriedade dos bens

O consumidor dos serviços da concessionária de energia elétrica tem o direito de ser ressarcido pelos danos causados aos equipamentos instalados na unidade consumidora. Essa questão pode ser resolvida de forma administrativa, mediante a informação pelo consumidor da data e horário prováveis da ocorrência do dano, demonstrando que é o titular da unidade consumidora, sem necessidade de comprovar ser o proprietário dos bens danificados.

A Segunda Turma Recursal do Amazonas confirmou a decisão que condenou a Amazonas Energia a indenizar uma usuária pelos danos causados a seus aparelhos elétricos devido às oscilações no fornecimento de energia. Além do ressarcimento dos prejuízos materiais, a empresa deverá pagar uma compensação por danos morais no valor de R$ 5 mil. A relatora do caso foi a Juíza Sanã Nogueira Almendros de Oliveira.

A autora alegou possuir um contrato de serviços com a concessionária de energia e afirmou ter sofrido prejuízos financeiros devido a falhas na prestação do serviço, resultantes de um incidente elétrico causado por picos e quedas de energia em sua residência em Manaus, que danificaram seus televisores. A ação foi julgada procedente inicialmente, porém a empresa recorreu da decisão. O recurso foi negado, mantendo-se a sentença favorável à autora.

Durante o julgamento do recurso, a Turma reafirmou a vedação da exigência de comprovação de propriedade dos equipamentos danificados, conforme o artigo 204 da Resolução 414/10 da ANEEL. A sentença confirmou o direito à indenização por danos materiais e morais, mantendo os efeitos jurisdicionais pronunciados pela instância anterior. A decisão foi mantida com base nos próprios fundamentos apresentados pelo juízo recorrido.  

Processo nº 0609900-64.2023.8.04.0001

Leia mais

Sem licenciamento, obra não avança: Justiça suspende editais da BR-319 por risco ambiental

Ao afirmar que o proponente do empreendimento “não pode ser juiz de si mesmo”, a Justiça Federal no Amazonas reforçou que a definição sobre...

Com dívida quitada, não cabe condicionar devolução de valores ao executado, decide TRT

A Seção Especializada I do TRT-11 concedeu liminar em Mandado de Segurança impetrado por Amazonas FC e Amazonas SAF FC, para sustar ato judicial...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Malafaia vira réu no STF por falas contra generais do Exército

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28) tornar o pastor Silas Malafaia réu pelo...

Sem licenciamento, obra não avança: Justiça suspende editais da BR-319 por risco ambiental

Ao afirmar que o proponente do empreendimento “não pode ser juiz de si mesmo”, a Justiça Federal no Amazonas...

Deputado Gustavo Gayer vira réu no STF por injúria contra Lula

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28) tornar o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO)...

Com dívida quitada, não cabe condicionar devolução de valores ao executado, decide TRT

A Seção Especializada I do TRT-11 concedeu liminar em Mandado de Segurança impetrado por Amazonas FC e Amazonas SAF...