Candidato aprovado em concurso tem direito à nomeação se provada omissão do administrador

Candidato aprovado em concurso tem direito à nomeação se provada omissão do administrador

Enquanto o concurso público estiver dentro do prazo de sua validade a Administração Pública gozará do direito discricionário de dar nomeação e posse aos habilitados por classificação aos cargos públicos que indicou vagos no edital e dentro do número das vagas previstas. A assertiva é extraída de julgado do Tribunal do Amazonas ao examinar Mandado de Segurança que narrou omissão no ato de nomeação do impetrante Mateus Bastos a cargo para a Prefeitura de Presidente Figueiredo, no Amazonas. Foi Relator José Hamilton Saraiva dos Santos. 

O mandado de segurança buscou solucionar o pretenso direito líquido e certo do impetrante à nomeação a cargo perante a Prefeitura de Presidente Figueiredo. Segundo a ação, o então candidato, quando participou do concurso lançado pelo Edital nº 001/2015, não foi nomeado e empossado, em virtude de suposta contratação precária, pelo Município, em detrimento dos candidatos que lograram êxito na aprovação e foram classificados, dentro do número de vagas inicialmente ofertadas.

Enquanto não expirado o prazo de vigência do certame, o candidato aprovado e classificado, dentro do número de vagas, inicialmente ofertadas, possui mera expectativa de direito à nomeação e posse, que dependerá do juízo de conveniência e oportunidade da Administração Pública. 

Essa expectativa de direito, durante o prazo de vigência do concurso público pode se transformar em direito subjetivo à imediata nomeação, quando restar configurada, especificamente, a preterição dos candidatos aprovados, em face de atos arbitrários praticados pela Administração Pública, capazes de demonstrar a ofensa ao direito do candidato de se ver nomeado em cargo público, para o qual concorreu. Não teriam ocorrido essas arbitrariedades no caso concreto. 

Processo nº 4007220-64.2020.8.04.0000

Leia o acórdão:

Processo: 4007220-61.2021.8.04.0000 – Mandado de Segurança Cível, Vara de Origem do Processo Não informado Impetrante : Larissa de Sá. Relator: Nélia Caminha Jorge. EMENTA – MANDADO DE SEGURANÇA – SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL – GRATIFICAÇÃO DE CURSO – MESTRADO ACADÊMICO – PREVISÃO NA LEI ESTADUAL n.º 3.503/2010 – CRITÉRIOS OBJETIVOS PREENCHIDOS – DECISÃO VINCULADA – OMISSÃO DA AUTORIDADE COATORA – ILEGALIDADE – ALEGAÇÃO DE DEVER DE OBSERVÂNCIA À LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – INAPLICÁVEL – DIREITO LÍQUIDO E CERTO RECONHECIDO – SEGURANÇA CONCEDIDA

Leia mais

Pedido para condenar réu por crime não descrito na denúncia foge à exigida correlação, diz Justiça

A sentença penal deve guardar correspondência com os fatos narrados na denúncia, e o Ministério Público não pode, apenas nas alegações finais, ampliar a...

Não se aproveita: há erro grosseiro no uso de recurso de Juizado quando contra a sentença cabe apelação

A utilização de Recurso Inominado para contestar sentença proferida em processo submetido ao procedimento comum configura erro grosseiro e impede o aproveitamento da peça...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Projeto prevê medidas de acolhimento para trabalhadora que retorna da licença-maternidade

O Projeto de Lei 2307/26 exige que as empresas com 20 ou mais funcionários adotem programas de acolhimento e...

Plano de saúde deve custear tratamento de osteoporose para paciente no Acre

A 2ª Câmara Cível manteve a obrigação de um plano de saúde de fornecer, pelo período de um ano,...

Plataforma é condenada a indenizar passageiro por acidente durante corrida de motocicleta

O 1º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da Comarca de Parnamirim (RN) condenou uma plataforma de...

Empresa de pneus é condenada por erro em entrega e não solucionar o caso

O 14º Juizado Especial Cível da Comarca de Natal (RN) condenou uma loja de pneus ao pagamento de indenização,...