Homicídio quádruplo no Amazonas tem pedido de desclassificação negado em HC pelo STJ

Homicídio quádruplo no Amazonas tem pedido de desclassificação negado em HC pelo STJ

O Ministro Olindo Menezes, do Superior Tribunal de Justiça, denegou ordem de habeas corpus pedida por Marcos Lima Couto contra o Tribunal de Justiça do Amazonas, indicado como autoridade coatora em direito de liberdade,  por manter o Paciente, acusado em ação penal, preso provisoriamente por prática de crime que, segundo a defesa, não firmam os motivos da custódia cautelar preventiva. 

Marcos Couto é acusado de  ter saído de um aniversário, onde ingeriu bebidas alcóolica, e, a seguir conduziu veículo automotor na contra mão da via pública,  agravado o fato porque estava em alta velocidade pelas ruas de Humaitá (AM), ocasião em que atingiu violentamente 04 pessoas , que vieram à óbito, dando  causa a lesões corporais em outras vítimas. Ao caso se entendeu pela não concessão da liberdade, ao fundamento de efetivo risco à ordem pública, assim se afastando as medidas cautelares diversas da prisão, ante “o desprezo às normas legais de direito penal”.

O Relator, no registro do indeferimento do habeas corpus, enumerou outras circunstâncias que impossibilitavam o deferimento do writ constitucional. Para o STJ a constrição cautelar impõe-se pela gravidade concreta da prática criminosa, causadora de intranquilidade social, o que se revelava no modus operandi descrito no delito. 

O STF considerou que sobreveio prisão domiciliar ao Paciente, e que o quadro fática restou alterado. Doutra banda, negou a pretendida desclassificação do delito, de ofício, pretendida para homicídio culposo, uma vez que no processo há imputação de crime doloso contra a vida, por 04 vezes, e outros delitos descritos no Código Nacional de Trânsito, em concurso formal. A desclassificação, segundo o Relator, constitui matéria de alta indagação, não cabível no exame estreito do habeas corpus. 

Leia a decisão do HC_734863

Leia mais

TRT-11 exige prova de incapacidade para reconhecer estabilidade acidentária

O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) definiu que a comprovação de incapacidade para o trabalho é indispensável ao reconhecimento da estabilidade...

Supermercados DB é condenado por vender produtos vencidos

A rede Supermercados DB Ltda. foi condenada ao pagamento de R$ 1,3 milhão por danos morais coletivos após ação civil pública ajuizada pelo Ministério...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Aposentado que votar nas eleições pode ter Prova de Vida feita automaticamente

Comparecimento às urnas integra os dados utilizados pelo INSS para comprovação de vida e pode dispensar beneficiário de novo...

Fornecedores de equipamento de laser devem indenizar cliente por queimaduras

A 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reformou parcialmente sentença da Comarca de Montes...

Justiça autoriza divorciado a retirar sobrenome da ex-esposa que adotou ao se casar

A Vara de Sucessões e Registros Públicos da comarca de Joinville-SC autorizou um homem a retirar do próprio nome...

Homem deverá indenizar parceiro por agressões e danos materiais

A 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 3ª Vara Cível...