Piloto de lancha que naufragou no Amazonas se apresenta à polícia após decreto de prisão

Piloto de lancha que naufragou no Amazonas se apresenta à polícia após decreto de prisão

Tido como responsável pela condução da lancha que naufragou no Rio Amazonas e provocou a morte de três pessoas, o piloto Pedro José da Silva Gama se apresentou à polícia na noite desta segunda-feira (16), em Manaus, após permanecer aproximadamente um mês foragido.

A apresentação espontânea do investigado à autoridade policial não impede a execução de prisão preventiva anteriormente decretada pela Justiça. A medida cautelar permanece válida quando fundada na garantia da ordem pública e na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal.

Foi o que ocorreu no caso do piloto Pedro José da Silva Gama, que se apresentou na noite desta segunda-feira (16) à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus. Ele era considerado foragido desde que a Justiça decretou sua prisão preventiva, no dia 14 de fevereiro, após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na capital amazonense.

Segundo a investigação, a embarcação de transporte de passageiros saiu de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte no dia 13 de fevereiro, transportando cerca de 80 pessoas. Durante o trajeto, nas proximidades do Encontro das Águas, região onde se encontram os rios Negro e Solimões, a lancha acabou naufragando.

A tragédia resultou na morte de três pessoas e deixou cinco desaparecidas. Entre as vítimas identificadas estão Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22 anos, e Fernando Grandêz, de 39 anos. O cantor gospel teve o corpo localizado três dias após o acidente, durante as buscas realizadas por equipes de resgate.

Logo após o naufrágio, parte dos passageiros foi resgatada por embarcações que navegavam pela região, enquanto uma operação de salvamento foi mobilizada por autoridades estaduais. Imagens gravadas por passageiros mostraram pessoas à deriva aguardando socorro, muitas utilizando coletes salva-vidas ou apoiadas em botes. 

De acordo com relatos de testemunhas, momentos antes do naufrágio alguns passageiros teriam alertado o piloto sobre a intensidade do banzeiro — ondas fortes comuns na região do Encontro das Águas — e pedido que a embarcação reduzisse a velocidade. As causas do acidente, contudo, ainda não foram oficialmente concluídas e seguem sob investigação.

No dia do acidente, o piloto chegou a ser conduzido ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e posteriormente à Delegacia de Homicídios, sendo liberado após pagamento de fiança. No dia seguinte, entretanto, a juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto decretou sua prisão preventiva para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.

Leia mais

Justiça aplica entendimento do STF e protege mulher ameaçada fora do ambiente doméstico

O juiz de Direito Leonardo Mattedi Matarangas, durante o plantão judicial do polo 5 - do qual fazem parte as Comarcas de Novo Airão,...

Morto antes da ação, réu não pode ser “ressuscitado” por sucessão processual

Sentença do Juiz George Hamilton Lins extinguiu cobrança proposta contra pessoa que havia falecido antes do ajuizamento e destacou que a sucessão processual só...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça aplica entendimento do STF e protege mulher ameaçada fora do ambiente doméstico

O juiz de Direito Leonardo Mattedi Matarangas, durante o plantão judicial do polo 5 - do qual fazem parte...

Homem que exerce papel de pai desde a infância tem paternidade socioafetiva reconhecida

A Vara Única da comarca de Papanduva (SC) reconheceu a paternidade socioafetiva de um homem que exerce a função...

Concessionária é condenada após manter veículo em propriedade de terceiro

A 17ª Vara Cível de Natal (RN) condenou uma empresa, que atua no comércio de automóveis, ao pagamento de...

Justiça do Trabalho reconhece vínculo de emprego de 1995 a 2001 para fins previdenciários

Vara do Trabalho de Natal (RN) afastou a prescrição bienal e reconheceu o vínculo de emprego entre um trabalhador...