Juiz que não comparecia ao trabalho em São Paulo é preso por ordem do TJSP

Juiz que não comparecia ao trabalho em São Paulo é preso por ordem do TJSP

O juiz de direito Wellington José Prates que atuou na Comarca de Araçatuba, em São Paulo foi preso nesta semana por expedição de mandado de prisão preventiva com origem no Tribunal de Justiça daquele Estado. O magistrado estava afastado de suas funções ante a implicação de procedimentos administrativos que teve contra si instaurados, entre os quais matéria em que se apura que aos finais da semana, especificamente nas quintas e sextas-feiras não comparecia ao trabalho. Mas não foi este o móvel da prisão, que é de natureza cautelar e se refere a existência, no código de processo penal, de prova da existência de crime e de indícios suficientes de autoria. Contudo, o TJSP não deu explicações, justificando que o processo corre em segredo de justiça. 

O magistrado atuou durante anos na Comarca de Araçatuba, na 2ª Vara Criminal, e estava afastado de suas funções desde o mês de dezembro de 2021. Contra o magistrado pesavam acusações de natureza administrativa, dentre as quais o fato de que ficava ausente do local de trabalho em dias específicos da semana e transferia, irregularmente, aos servidores, suas atribuições. Mas estes fatores jurídicos, não permitem tecnicamente, o ensejo à prisão preventiva, confirmada pelo setor de imprensa do TJSP.

O magistrado teve contra si mandado de prisão preventiva expedido pelo próprio Tribunal de Justiça de São Paulo, sendo o mandado cumprido no local onde o juiz se encontrava, um rancho na região ribeirinha entre as áreas de José Bonifácio e Barbosa, no interior paulista. Representantes do TJSP e do MPSP atuaram durante o cumprimento do mandado. Posteriormente o magistrado teria sido conduzido à prisão de da Polícia Militar, na área do Presídio Romão Gomes. 

O que há de informações é que, após o afastamento do magistrado, a Corregedoria Geral de Justiça do TJSP intensificou seus trabalhos na apuração de fatos mais graves que envolviam a atuação funcional do juiz e que estariam fora do alcance de medidas administrativas que vão de advertência à suspensão, suscitando a tese de que houve a descoberta de crimes que motivaram cautelarmente a sua prisão. 

 

Leia mais

MPAM abre seleção de estágio para acadêmicos de Direito

O Ministério Público do Amazonas abriu inscrições para o 27º Exame de Seleção de estagiários de Direito, com 16 vagas imediatas e cadastro reserva...

STJ afasta nulidade por ausência do promotor em audiência no Amazonas e restabelece condenação

A simples ausência do Ministério Público em audiência de instrução e julgamento, por si só, não conduz automaticamente à nulidade do processo penal. Com...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

STF recria adicional por tempo de serviço e reacende debate sobre supersalários

A decisão do Supremo Tribunal Federal de restabelecer, sob nova roupagem jurídica, o adicional por tempo de serviço para...

Estado de SP é condenado a indenizar jovem que presenciou ataque a tiros em escola

A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em parte, sentença da 1ª...

Justiça valida fracionamento de férias em até três períodos após reforma trabalhista

A juíza Vivianne Célia Ferreira Ramos Corrêa, titular da 5ª Vara do Trabalho de Betim, julgou improcedente o pedido...

PGR defende eleições diretas para mandato-tampão de governador do Rio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta terça-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à realização de...