Entenda o passo a passo que levou Jefferson novamente à prisão

Entenda o passo a passo que levou Jefferson novamente à prisão

Foto: Reprodução

O inquérito das milícias digitais que apura a existência de uma organização que produz, financia e distribui conteúdo com o objetivo de enfraquecer a democracia e as instituições, deu causa à primeira prisão de Roberto Jefferson, no mês de agosto de 2021. Nesse mês, saiu o mandado de prisão preventiva contra o ex-deputado a pedido da Polícia Federal, que identificou indícios de forte atuação digital de Jefferson, com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito. 

O ministro Alexandre de Moraes abriu o inquérito em julho de 2021. Anteriormente havia um procedimento que visou apurar atos antidemocráticos. Porém, essa investigação findou sendo arquivada a pedido de Augusto Aras, do Ministério Público Federal. Porém, com o arquivamento do inquérito de atos antidemocráticos, Moraes, de pronto, determinou a abertura de novo procedimento: o das milícias digitais contra o Estado Democrático de Direito. 

É esse inquérito das milícias digitais que apura a existência de uma organização criminosa que produz, financia e distribui conteúdos com o objetivo de enfraquecer a democracia e as instituições. Além da prisão preventiva de Jefferson, com esse novo inquérito, foi determinado busca e apreensão na residência do ex-parlamentar com vista à colheita de provas relacionadas às infrações penais em apuração. 

Computadores, tablets, mídias, pen drives, Hds, diskets, celulares, armas, munições possivelmente encontradas na propriedade de Jefferson, foram alvos de apreensão. Também foi determinado o bloqueio das contas do ex-deputado nas redes sociais. A medida foi tida como necessária, nesse particular aspecto, para que Jefferson interrompesse os discursos criminosos contra as instituições democráticas. 

O tempo passou, pedidos de liberdade foram realizados e indeferidos, até que sobreveio a concessão da prisão domiciliar, sob condições. Uma delas foi a de que Jefferson não fizesse uso das redes sociais. Somente assim Jefferson poderia sair do Bangu, onde esteve durante o tempo da prisão preventiva. 

Em domiciliar, Jefferson não teria parado os seus atos, e se evidenciou que esteve comandando informalmente o PTB, embora o presidente oficial da sigla fosse outro parlamentar. Desafiando Moraes, Roberto Jefferson tentou se lançar como candidato a presidência da república. O plano falhou e deixou o lugar para o Padre Kelmon, que participou do primeiro turno das eleições.

O clima tenso dessa história se deu aos 21 de outubro deste ano, quando o ex-parlamentar divulgou um vídeo com ofensas a Cármen Lúcia porque ela votou a favor de uma punição contra a emissora Jovem Pan. No vídeo, Jefferson agride verbalmente a ministra com palavras ofensivas, comparando-a a uma prostituta, associado a outros impropérios.

De então, sobreveio o revigoramento da prisão preventiva, decretado por Moraes. Não pelas ofensas à Cármen Lúcia, mas pelo desrespeito às condições impostas.  Jefferson, após o episódio de domingo, retornou à prisão, agora indiciado por quatro tentativas de homicídio. 

Ao Ministério Público competirá dar a Jefferson as imputações penais, dentro deste novo episódio. Em tese, Jefferson teria cometido resistência armada/ porte de armamento proibido, além das tentativas de homicídio. Essas penas serão somadas, na hipótese de condenação, ante o concurso material de crimes. 

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