Sentença que concedeu direitos além do pedido pelo servidor é reformada no Amazonas

Sentença que concedeu direitos além do pedido pelo servidor é reformada no Amazonas

Impedimento legal proíbe magistrado de conceder direito que não foi requerido pelo servidor público em ação de cobrança. Sob esse entendimento, a desembargadora Nélia Caminha Jorge, do Tribunal de Justiça do Amazonas, acolheu recurso do Estado do Amazonas contra sentença de juiz de primeiro grau. O servidor inativo, Clécio Sales, cobrou do Estado o pagamento de licença prêmio por não ter usufruído na ativa e, na sentença, o juízo da Vara da Fazenda Pública também condenou o Estado por férias não gozadas, embora o pagamento desse direito não houvesse sido requerido pelo autor. 

Na decisão relatada pela desembargadora, relembrou que o magistrado deve decidir dentro dos limites propostos pelas partes interessadas, não podendo se afastar de princípios aos quais o processo se vincula, dentre este o da adstrição, que consiste na determinação de que o magistrado deve decidir dentro dos limites objetivados pelos sujeitos do processo, não podendo proferir sentença aquém, além ou fora do pedido. 

Além do pedido de nulidade da sentença, o Estado também objetivou a acolhida do fundamento de que a licença prêmio concedida foi extinta por meio de ato do Governo central, que a extinguiu para os militares a nível federal. Esse fundamento não vingou porque se considerou que a matéria é regulada por lei estadual específica no âmbito do Estado do Amazonas, fincando-se o entendimento pela vigência do direito requestado. 

Anulou-se apenas parte da decisão, se firmando que o magistrado, ‘pelo princípio da adstrição deve decidir dentro dos limites subjetivos e objetivos propostos pelos litigantes, não podendo deles afastar-=se sob pena de nulidade. No caso, colhe-se que o magistrado de origem, ao condenar o apelante no pagamento de indenização por férias não usufruídas, desbordou do pleito autoral, proferindo decisão extra petita’.

Processo nº 0643637-97.2019.8.04.0001

Leia a ementa:

EMENTA – DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. APELAÇÕES CÍVEIS. ACIDENTE COM CADEIRA DE RODAS. PESSOA COM DEFICIÊNCIA. FATO DO SERVIÇO. DEVER DE INDENIZAR. DANOS MORAIS E MATERIAIS. APELAÇÕES DESPROVIDAS.

Leia mais

TRE-AM: empresa de comunicação não pode pedir cassação e inelegibilidade de vereador na Justiça Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) extinguiu, sem analisar o mérito, uma ação que pedia a cassação do mandato e a declaração de...

Apesar de fraude em Eirunepé reconhecida pelo TRE-AM, mandatos resistem até decisão final, diz TSE

Embora o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) tenha reconhecido a ocorrência de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024 em...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça reconhece dano moral a trabalhadora gestante com base em perspectiva de gênero

A 6ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região condenou, de forma unânime, uma empresa varejista de...

Justiça cancela restrição sobre imóvel por falta de utilidade para quitar dívida trabalhista

A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) cancelou a indisponibilidade de um imóvel que...

Banco não terá de financiar campanha pública contra assédio moral

A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho decidiu que o Banco Bradesco S.A....

STJ: pagamento da dívida não impede despejo por atrasos durante o processo

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que o pagamento das dívidas cobradas no...